O ator Flavio Migliaccio, de 85 anos deixou deixou uma carta de indignação para a família, o caso só foi divulgado após um possível vazamento da investigação. Notasse na carta o desgosto com o país e com a humanidade de forma geral, no qual ele afirma que “não deu certo”.

“Me desculpem, mas não deu mais. A velhice neste país é (…) como tudo aqui. A humanidade não deu certo. A impressão que foram 85 anos jogados fora num país como este e com esse tipo de gente que acabei encontrando. Cuidem das crianças de hoje”, escreveu o ator antes de partir.


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A família de Flavio vai processar o estado por deixar que as fotos do falecido vazassem. O ator faleceu na manhã desta segunda-feira (04), onde foi encontrado morto em seu sítio na cidade de Rio Bonito-RJ.

Último papel de Flavio Migliaccio

Flavio Migliaccio
Flavio Migliaccio
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Seu último trabalho na TV foi na novela ‘Órfãos da Terra’ em 2019, no papel de Mamede Aud. Além disso, o ator Flavio Migliaccio trabalhou em várias outras novelas de destaque da emissora, tais como ‘Rainha da Sucata’, ‘Perigosas Peruas’, ‘A Próxima Vítima’, ‘Senhora do Destino’ e ‘Passione’.

Outra triste notícia nesta manhã de terça-feira (05) foi a notícia da morte de Ciro Pessoa, um dos fundadores da banda Titãs. O músico faleceu aos 62 anos após ter sido infectado com o Covid-19. Vários amigos e ex-parceiros de banda lamentaram a morte precoce do artista.

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Nando Reis relembrou os bons tempos que passou com seu amigo: “Ciro Pessoa, pessoa única, que marcou a minha vida”, escreveu Nando.

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…e as notícias ruins não cessam, não param de chegar, a cada manhã um golpe, a destruição do que foi construído, as mortes em sucessão velocíssima. Acabo de saber da morte de Ciro Pessoa, membro importante na formação dos Titãs, amigo constante de convivência e conversação na época. São Paulo era nossa cidade, espaço-lugar para nossa criação e trânsito. Frequentávamos a padaria CPL, ali na João Moura; Ciro sempre com seu casaco verde de brim, Jornal da Tarde embaixo do braço. Ensaiávamos todos os dias e juntos fazíamos os backing vocais: eu, Ciro, Branco, Paulo, Arnaldo, Britto. Algumas das músicas mais emblemáticas dessa fase do nosso repertório tinham sua participação: Sonífera Ilha, Baby Índio, Homem Primata, Dona Nenê. Outras, nunca gravadas, mas tocadas em todos os buracos onde nos apresentamos, fazem parte do ideário new-wave que marcou a pré-história do que vieram a ser os Titãs no Iê-iê: Lilian, a Suja; Johny Cristel… Ele se foi, a vida continua, a música é eterna, e a tristeza me invade. Ciro Pessoa, pessoa única, marcou minha vida.

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