A ausência de um plano de comunicação para o governo, presidente Bolsonaro recorre às redes sociais para enviar “recados” para os opositores, reforçar os seus ideais de campanha e criticar a imprensa. No entanto, o tom “eleitoreiro” do Chefe de Estado nas redes sociais tem gerado comentários no Congresso e entre aliados.

Aliados criticam Bolsonaro pelo tom “eleitoreiro” de Tweets do presidente (foto: internet)
Aliados criticam Bolsonaro pelo tom “eleitoreiro” de Tweets do presidente (foto: internet)

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Falta de plano de comunicação


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A falta de plano de comunicação governamental, faz com que o presidente Bolsonaro recorra ao uso de redes sociais como o Twitter para se comunicar com a população, parlamentares e imprensa. Ele usa essa ferramenta para falar sobre as decisões na sua gestão.

No entanto, somado às informações sobre a gestão, o presidente também tem enviado “recados” para os seus adversários, fazendo críticas à imprensa e reforçando os seus ideais de campanha, tais como “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Esse tipo de discurso tem gerado críticas no Congresso e também entre os seus aliados. Os assessores do presidente aconselham que o presidente adote outra postura nas suas publicações nas redes sociais.

Aliados criticam Bolsonaro pelo tom “eleitoreiro” de Tweets do presidente (foto: internet)
Aliados criticam Bolsonaro pelo tom “eleitoreiro” de Tweets do presidente (foto: internet)

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Repercussão das publicações

O tom dos “recados” enviados pelo presidente Bolsonaro tem gerado muitos comentários dentro do Congresso. Tanto, que o Chefe de Estado tem sido criticado tanto por aliados quanto por integrantes do PSL. Segundo eles, isso ocorre devido a falta de um plano de comunicação, demonstra falhas quanto a o repasse de informações oficiais.

Segundo informações, o receio dos aliados e assessores de Bolsonaro é que o tom “eleitoreiro” do presidente provoque mais turbulências. Isso poderia prejudicar as negociações feitas no Congresso, sobretudo no que diz respeito a proposta da reforma da Presidência.

Um exemplo desse tipo de mensagem de crítica à imprensa é um Twitter feito pelo presidente em janeiro deste ano: “É notório o nível de desinformação nas manchetes deste jornal. A referida medida foi feita pelo governo anterior e corrigida por nós. A credibilidade jornalística se constrói com a verdade e não com a integralidade de seu tempo tentando ludibriar o leitor. Lamentável”.

Agora, uma das prioridades do governo é a definição de um plano de comunicação governamental. Isso pode contribuir para que não haja problemas com o repasse de informações.

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