Neste domingo, 17 de maio, o empresário Paulo Marinho comunicou que ele e sua família ganharam proteção policial. Tendo em vista a divulgação das acusações contra o presidente Jair Bolsonaro e seu filho Flávio, quanto ao recebimento de informações privilegiadas sobre uma operação da Polícia Federal.

“Agradeço as manifestações de apoio que tenho recebido neste momento em que, após as denúncias do Min. Sérgio Moro, considerei a necessidade de dar publicidade às informações que podem colaborar com as investigações sobre a tentativa de interferência na PF”, firmou.


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A operação em foco, tinha como alvo um assessor de Flávio, o ex-policial Fabrício Queiroz. Portanto, através das redes sociais, Marinho publicou a informação de que teria solicitado ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, proteção policial, e que lhe havia sido concedida.

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“Em função de novas circunstâncias surgidas nas últimas horas, solicitei ao governador do RJ proteção policial à minha família e, após criteriosa análise das autoridades envolvidas, fomos atendidos. Seguiremos firmes lutando pela verdade e pelo Brasil. Obrigado”, publicou Marinho.

Enfim, Paulo Marinho é suplente de Flávio Bolsonaro e também é pré-candidato a prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB. No ano de 2018, Marinho montou uma espécie de Quartel General em sua casa, na candidatura do então deputado Jair Bolsonaro.

As denúncias de Paulo Marinho

Após acusações, Paulo Marinho recebe proteção policial
Após acusações, Paulo Marinho recebe proteção policial – Foto: Uol
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Neste domingo a Folha de S. Paulo publicou uma entrevista com Paulo Marinho. Na qual o empresário afirma que ouviu de Flávio Bolsonaro a informaço sobre a operação da PF que envolvia seu ex-assessor, referente ao caso das rachadinhas, foi recebida com antecedência. Visto que um dos delegados simpatizava com a candidatura de Bolsonaro.

Neste caso, a Flávio e Jair Bolsonaro optaram por realizar a demissão de Queiroz, antes que a bomba estourasse, evitando prejuízos a candidatura de Bolsonaro.

Assim, o relato de Marinho pode complementar a investigação, já em andamento do Supremo Tribunal Federal -STF. Que apura se Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF. Vale destacar, que a ação foi aberta após acusações do ex-ministro de Justiça, Sérgio Moro, de que o presidente tentou interferir de forma política na corporação.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, informou neste domingo que realizará análise para definir se inclui as acusações de Paulo Marinho nas investigações. Segundo informações fornecidas pela Veja.

Após acusações, Paulo Marinho recebe proteção policial
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