O Presidente Bolsonaro saiu do Palácio da Alvorada às 11:30h desse domingo (19), seguindo para a casa do filho, o Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, que, por sua vez, postou uma foto do encontro em seu perfil oficial numa rede social.  Na ocasião, também estavam presentes o Vereador Carlos Bolsonaro e o Senador Flávio Bolsonaro.

Em seguida, o Presidente seguiu para o setor militar urbano, onde parou em frente ao quartel general do exército, local onde se encontravam reunidos manifestantes que participaram de carretada que passou pela esplanada dos ministérios.

Os manifestantes portavam faixas com mensagens contra a democracia, Supremo Tribunal Federal – STF, Congresso Nacional, bem como defenderam a intervenção militar e o retorno do AI-5, ato institucional da ditadura militar.

Pouco tempo depois de ter chegado à manifestação, o Presidente transmitiu ao vivo seu discurso através de perfil oficial em uma de suas redes sociais. Diante dele, os manifestantes exibiram várias mensagens, que, dentre outras coisas, pediam “Intervenção militar com Bolsonaro no poder”.

Bolsonaro recebeu duras críticas

Após críticas, Bolsonaro fala em STF e Congresso abertos e transparentes
Após críticas, Bolsonaro fala em STF e Congresso abertos e transparentes

Várias autoridades e representantes de entidades civis condenaram a participação do Presidente Jair Bolsonaro no referido ato, pelo que se manifestaram, na maioria dos casos, trazendo mensagens em defesa da democracia através de perfis oficiais em redes sociais.

O Deputado Federal Rodrigo Maia, Presidente da Câmara, através do seu perfil no Twitter disse o seguinte: “Defender a ditadura é estimular a desordem. É flertar com o caos. Pois é, o Estado Democrático de Direito que dá ao Brasil um ordenamento jurídico capaz de fazer o País avançar com transparência e justiça social.”

Depois de ter recebido essas críticas, nesta segunda (20) Bolsonaro negou estar conspirando contra outros poderes, alegando, para tanto, que não há o que se falar em atitudes antidemocráticas por sua parte, pois tais movimentos, em sua maioria, visam apenas chegar ao comando do executivo, local que já ocupa.

Enquanto dava entrevista, um apoiador sugeriu fechar outros poderes, mas Bolsonaro imediatamente rechaçou a declaração e defendeu tanto um Supremo Tribunal Federal – STF quanto um Congresso Nacional abertos e transparentes, afirmando ainda a sua total defesa à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito.

Diante de tais movimentos, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal – STF a abertura de inquérito para apurar a organização de atos contra a democracia no Brasil, o qual corre sob sigilo e envolve Deputados Federais, o que justifica a competência da referida Corte Suprema para avaliar o caso.

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