Nesta quarta-feira, 20 de maio, a Associação de Refrigerantes do Brasil – AFREBRAS publicou uma nota de repúdio a piada, classificada como sendo de mau gosto, realizada pelo pelo presidente Jair Bolsonaro. O fato ocorreu ontem, durante uma transmissão nas redes sociais com o jornalista Magno Martins.

Portanto, visando defender o uso da Cloroquina para tratamento de pacientes com COVID-19, Bolsonaro brincou: “Quem é de direita, toma cloroquina; quem é de esquerda, tubaína”.


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No entanto, na comunicação publicada hoje, a AFREBRAS fez lembrar. Sobre o fato de a piada ter sido realizada no mesmo dia em que o Brasil registrou mais de mil mortes ocasionadas pelo coronavírus.

“A Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil) repudia a infeliz declaração do presidente Jair Bolsonaro dizendo que ‘quem é de direta toma cloroquina; quem é de esquerda, tubaína’, no mesmo dia em que o país registrou, pela primeira vez, mais de mil mortes por coronavírus em 24 horas”, consta no texto.

“A entidade defende que o governo, em vez de politizar o uso do medicamento, deve acabar com as regalias fiscais milionárias concedidas a multinacionais de bebidas na Zona Franca de Manaus, para amenizar o momento de crise econômica agravada pela pandemia no país.”

Mais sobre o texto que refere-se a piada de Jair Bolsonaro

Após piada de Bolsonaro, Associação de refrigerantes se manifesta
Após piada de Bolsonaro, Associação de Refrigerantes se manifesta – Foto: Portal Making Of

Além disso, a Associação destaca o fato de representar “mais de 100 indústrias de bebidas regionais no Brasil, entre as quais os produtores de tubaína”. Ainda declara que muitas das empresas associadas estão ajudando no combate a pandemia do coronavírus.

“Boa parte das fábricas regionais está se mobilizando para fazer doações de alimentos e álcool em gel a comunidades pobres para tentar diminuir os impactos da crise. A entidade destaca que vários hospitais ou leitos de hospitais de campanha poderiam ser construídos com o dinheiro da farra de benefícios fiscais”, argumentou.

Por fim, Fernando Rodrigues de Bairros, o presidente da associação criticou o presidente Jair Bolsonaro. Pela concessão de benefícios às multinacionais da área, que atuam no Brasil, a exemplo da Coca-cola, Ambev e Heineken. De acordo com informações do Portal Uol.

“Se o presidente Bolsonaro, de fato, se preocupa com o Brasil, agora é a hora de acabar de vez com a concessão de benefícios fiscais para multinacionais na Zona Franca de Manaus e reverter o dinheiro para o combate ao coronavírus”, declarou Bairros. “A revogação do decreto poderá representar uma economia de quase R$ 2 bilhões aos cofres públicos”.

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