Inicialmente, Jair Bolsonaro declarou hoje que o nome do substituto de Sérgio Moro, para o Ministério da Justiça será surpresa. Ou seja, indicando que pode haver mudança de ideia quanto a indicação de Jorge Oliveira. Atual ministro da Secretaria-Geral que até o momento estava mais cotado para ocupar o cargo.

Contudo, Bolsonaro reconheceu também que entende a indicação do advogado geral da União, André Mendonça, como sendo “um bom nome”. A declaração foi feita em conversa com jornalistas, enquanto chegava ao Palácio da Alvorada.


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O presidente afirmou:  Eu assino [a nomeação] e a intenção é publicar no DO [Diário Oficial] de amanhã cedo”, acrescentando:

— Vocês vão ter uma surpresa positiva, tem dois nomes postos à mesa, o Jorge e outro. Eu não vou falar porque, se muda, vão falar que eu recuei – disse.

Além disso, Bolsonaro declarou que está buscando alguém com “capacidade de dialogar com outros poderes, que tenha boa entrada no Supremo, no TCU, no Congresso”. Bem como, conhecimento técnico.

Mais sobre a conversa com Jair Bolsonaro

Bolsonaro anuncia surpresa quanto a escolha do novo ministro da Justiça
Bolsonaro anuncia surpresa quanto a escolha do novo ministro da Justiça – Foto: Portal Paraná

Questionado sobre indicações políticas, Bolsonaro explicou que será preciso considerar “o momento” . E que não extingue a opção de indicar algum político de carreira para a função. “Não é porque a pessoa foi parlamentar por um tempo que carimbou na testa dele que não pode ser aproveitado em outra função – afirmou”.

Assim como, o presidente reforçou a confiança depositada no ministro Jorge de Oliveira. Porém afirmou também que é necessário considerar a importância dele na função atual.

Sobre esse ponto, Bolsonaro declarou: “O Jorge tem muita experiência, ele acumula com a SAJ (Subchefia para Assuntos Jurídicos), a SAJ é a alma do presidente, tem muita coisa que eu assino e leio a ementa apenas, eu não tenho como ler e interpretar mais de 10 mil leis no Brasil. A confiança é em primeiro lugar – afirmou, lamentando que gostaria que “houvesse outro Jorge” disponível”.

E continuou: “Eu entendo que o MJ é um cargo que dá muita visibilidade, é igual a SAJ, muita gente que passou pela SAJ virou ministro do Supremo, é igual o MJ, e lá 80% é segurança”.

Por fim, para ocupar o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, Jair Bolsonaro declarou que “ a princípio é o indicado mesmo” que vai assumir a função. Referindo-se a Alexandre Ramagem, atual chefe da Agência Brasileira de Inteligência – ABIN.

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