Inicialmente, a manifestação, que pedia intervenção militar no Brasil, aconteceu em frente ao Quartel General do Exército. Além disso, contou com o discurso de apoio por parte do presidente Jair Bolsonaro.

Portanto, os manifestantes, em sua grande maioria apoiadores de Bolsonaro, portavam cartazes e faixas em apoio a volta da ditadura. Assim como, realizaram uma carreata que passou em frente a Esplanada dos Ministérios, e por fim reuniram-se em frente ao QG do Exército. Local em que se realizou o discurso do presidente em apoio aos manifestantes, transmitido ao vivo por Bolsonaro em uma de suas redes sociais.   


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Entretanto, o ato de protesto vai de encontro ás orientações da OMS, frente a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. Visto que gerou aglomeração de pessoas no local realizado. Contudo, o presidente acenou para alguns manifestantes, mesmo aglomerados e, em sua maioria, sem o uso de máscaras.

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Aliás, Bolsonaro e os seus seguranças também não utilizavam os materiais de proteção durante a participação do ato. Contudo, não houve contato físico entre os manifestantes e o presidente devido a existência de um cordão de isolamento que impedia esta ação.

Bolsonaro enfrenta a repercussão nos Estados brasileiros

Bolsonaro apoia manifestantes e gera repercussão com seu ato
Bolsonaro apoia manifestantes e gera repercussão com seu ato – Foto: Uol

A manifestação realizada também era contra o Congresso, contra o Supremo Tribunal Federal – STF e defendia uma intervenção militar. Favorecendo até a volta do AI5 (um ato institucional da ditadura militar), que contou com a cassação de políticos, fechou o Congresso. Bem como, levou a tortura e morte de alguns presos políticos e instituiu a cesura à imprensa).

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Contudo, em seu discurso, o presidente Jair Bolsonaro apoiou os manifestantes: “Eu estou aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil. Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. Mais que um direito vocês têm obrigação de lutar pelo país de vocês…”

Além disso, o presidente também falou em democracia: “…Contem com o seu presidente, para fazer tudo aquilo que for necessário para que nós possamos manter a nossa democracia e garantir aquilo que há de mais sagrado entre nós, que é a nossa liberdade”.

Por fim, após o discurso de Bolsonaro, realizado neste domingo, governadores de vinte estados brasileiros assinaram e publicaram um carta favorável à democracia. Assim, o referido documento expressa apoio aos presidentes, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia.

Quanto ao STF, o ministro Luís Roberto Barroso também se manifestou em uma rede social: “É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência contra os adversários, censura e intolerância…”

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Por último, vale destacar que 07 (sete) estados brasileiros não assinaram a carta em questão, sendo eles, Distrito Federal, Acre, Minas Gerais, Paraná, Amazonas, Rondônia e Roraima.

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