Nesta sexta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com a presidência de alguns bancos nacionais para esclarecer as novas medidas do governo, que vão auxiliar pequenas e médias empresas e trabalhadores autônomos em meio ao risco de crise causado pela pandemia de coronavírus (COVID-19).

A nova medida que está sendo encaminhada para o Senado, visa auxiliar os trabalhadores autônomos em todo o país, que estiverem classificados no MEI (micro empreendedor individual), a receberem uma quantia de 600 reais para ajudar com as despesas em tempos de quarentena causados pela pandemia de coronavírus (COVID-19).


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Ressalta também, que a medida está sendo enviada ao Senado e requer aprovação antes, para ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Os presidentes da Caixa Econômica, BNDES e Banco Central se reúnem com Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro dá entrevista ao lado da presidência de bancos nacionais - foto: Band Jornalismo
Presidente Jair Bolsonaro dá entrevista ao lado da presidência de bancos nacionais – foto: Band Jornalismo

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, explicou a situação em entrevista, que todavia, a Caixa estará prontamente a apoiar a situação. E espera a aprovação do Senado, que irá aprovar o programa junto do sancionamento do Presidente Jair Bolsonaro.

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Revela também, que a situação de clientes da Caixa será resolvida o quanto antes, vista a possibilidade dos clientes sacarem no ‘saque imediato’. Para os não clientes, a situação está sendo discutida com o INSS e com o Ministério da Economia, e provavelmente, haverá um calendário sobre o dia do recebimento do auxílio.

Pedro Guimarães também fala, o objetivo do programa é auxiliar o cidadão nesses tempos de crise e objetiva facilitar a transação com outros bancos, para clientes que não possuem conta na Caixa Econômica.

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, também anunciou em entrevista sobre ações setoriais, que aprova hoje uma linha emergencial para empresas de saúde no combate ao Covid-19, no valor de até 2 bilhões de reais. A ação será disponibilizada na próxima semana, e atualmente, mapeia cerca de 30 empresas, e adota taxas e prazos flexíveis.

Contou também sobre as operações dos bancos privados, que irão operar com 15% do próprio orçamento, onde os recursos irão ser depositados diretos na conta do trabalhador. Tal subsídio, será proveniente dos recursos do tesouro. Sendo a responsabilidade dos bancos privados repassar o valor de auxílio direto na conta do trabalhador, a medida será para empresas que faturam entre 360 mil até 10 milhões por ano.

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As empresas que aceitarem a proposta, terão um acordo

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista sobre o programa do governo - foto: Band Jornalismo
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista sobre o programa do governo – foto: Band Jornalismo

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também explica em entrevista, o valor do programa será equivalente a 20 bilhões ao mês, sendo arcado por 85% do tesouro e 15% dos bancos privados. E que a situação do projeto poderá ser melhor definida em uma ou duas semanas.

O projeto proposto por Bolsonaro irá beneficiar 1,4 milhões de empresas e 12,2 milhões de pessoas. O programa é limitado a 2 salários mínimos: quem ganha 1 salário, irá continuar com 1 salário mínimo; quem ganha 2, irá ganhar 2 salários mínimos; quem ganha 3, irá ganhar 2 salários mínimos. É proporcional ao alcance do auxílio do programa.

E ressalta, “toda empresa que aceitar essa linha de financiamento, não pode demitir o funcionário por 2 meses“. Como o auxílio vai direto para a folha de pagamento, ele explica que não faria sentido haver um programa de folha de pagamento sem existir um funcionário.

Bolsonaro anuncia medidas para ajudar autônomos
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