O presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia de posse da nova diretoria da Federação das Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O encontro foi realizado por meio de videoconferência, que durou aproximadamente 5 minutos, e gerou repercussão na internet. Ao mesmo tempo, o Brasil ultrapassou a marca das 150 mil mortes provocadas pela COVID-19.

Durante a coletiva, o presidente Bolsonaro comentou: “Entramos em 2020 e tivemos o problema da pandemia que, no meu entendimento, foi superdimensionada. Desde o começo, falei que nós tínhamos dois problemas pela frente: a questão do vírus e o desemprego, e que eles deveriam ser tratados com a mesma responsabilidade e simultaneamente.”


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E logo em seguida acrescentou: “Se nós, e parte do empresariado, tivéssemos embarcado na onda “fique em casa que a economia a gente vê depois”, com toda a certeza estaríamos em uma situação bastante complicada no momento”, disse.

Mesmo após 38 milhões de caso em todo o mundo, vacina contra a COVID-19 em 2020 ainda é utopia

Bolsonaro faz críticas ao isolamento social e vê relação com o aumento do preço do arroz - foto: reprodução
Bolsonaro faz críticas ao isolamento social e vê relação com o aumento do preço do arroz – foto: reprodução

Atualmente, o Brasil possui cerca de 5.113.628 casos confirmados e mais 151.063 mortes relacionadas à COVID-19, ocupando a terceira posição global do número de casos e a segunda por número de mortes registradas.

De acordo com a vice-diretora-geral da OMS, Mariângela Simão, é quase certo que o Brasil não tenha uma vacina contra coronavírus para ser distribuída à população já em 2021.

Em entrevista à CNN Brasil, Mariângela disse: “Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população, então o que a OMS está orientando é que haja uma priorização de vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada”, explica.

‘Esperança’: o Brasil está sendo um dos países pioneiros na produção de vacinas contra o coronavírus

Por outro lado, a CoronaVac, vacina brasileira produzida contra COVID-19 feita em parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac Biotech, tem demonstrado eficácia durante as fases de teste.

Os últimos testes foram realizados em 9 mil voluntários. Além disso, a Anvisa permitiu a próxima fase de testagem, que será realizada em mais 4 mil voluntários, incluindo novos perfis, como pessoas acima de 60 anos.

Em contraste, a vacina da Universidade de Oxford, produzida pelo laboratório Astrazeneca, e a do grupo Johnson & Johnson apresentaram reações adversas e tiveram as testagens suspensas.

Em nota, a Anvisa declarou o seguinte sobre a vacina da Johnson: “Nesse comunicado, a empresa informa que o estudo foi temporariamente interrompido devido a um evento adverso grave ocorrido em um voluntário no exterior. Maiores detalhes sobre o evento e o estado de saúde do voluntário permanecem em sigilo.”

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