Hoje, 21 de abril, entidades de saúde emitiram uma nota contrapondo-se à política do presidente Jair Bolsonaro, classificada por estas como “antidemocrática e genocida”. No mesmo comunicado, as instituições pediram pelo afastamento de Bolsonaro do cargo.

Os especialistas alertam, através do instrumento textual, para o fato de o presidente colocar a população em risco. Ainda, citam a geração de caos em meio à grave crise sanitária enfrentada pelo país. O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), representado pela Médica Sanitarista Lúcia Souto, define que o país estaria caminhado para uma catástrofe.


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Em entrevista ao Jornal Brasil Atual, nesta quarta-feira (22), a presidente do Cebes afirmou: “Temos uma pessoa complemente inepta para exercer o cargo de presidente da República, que está criando tumulto e caos na sociedade brasileira, quando deveria unir a população”.

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Após a participação de Bolsonaro em uma manifestação que pedia por Intervenção Militar, ocorrida no último domingo 19/04, as entidades consideraram que ultrapassou os limites. Ainda argumentam que o Brasil somente poderá enfrentar a pandemia por meio do afastamento urgente do presidente.

Mais sobre o assunto envolvendo Bolsonaro

As instituições de saúde entendem que apenas afastando Bolsonaro poderá adotar as medidas necessárias para prevenção e contenção da doença. Conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde – OMS. Tendo em vista que o número de casos de pessoas infectadas pela COVID-19 tem aumentado rapidamente, já somando um total de 43. 079 casos nesta terça-feira (21).

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Segundo levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, em apenas um dia, ocorreram 166 mortes, em decorrência da COVID-19, bem como foram registrados 2.498 novos casos da doença. Evidenciando uma taxa de mortalidade no valor de 6,4%.

Contudo, a médica sanitarista expressou críticas no tocante a falta de comunicação do governo federal no que se refere a pandemia. Principalmente nesse momento posterior a troca do Ministério da Saúde, realizada por Bolsonaro.

Com isso afirmou: “A pasta tomou um caminho preocupante de pouca transparência com a sociedade, sem as coletivas da equipe do ministério. Isso é muito grave.”

Por fim, uma semana após assumir a pasta, o Ministro da Saúde, Nelson Teich, realizará a primeira coletiva de imprensa no dia de hoje. Visto que até o presente momento ele havia feito apenas dois pronunciamentos, quando foi anunciado como substituto de Mandetta e na cerimônia para assumir o cargo.

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No entanto, em nenhuma das situações foi aberto espaço para perguntas de jornalistas.

Bolsonaro deve ser afastado segundo Entidades de Saúde
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