Bolsonaro Nomeia o Pastor Milton Ribeiro como Ministro da Educação



O pastor passa a ser o quarto nome apresentado ao ministério e um ano e meio de governo do Bolsonaro.
Anderson Gomes - 10 de Julho de 2020 às 20:34:12

Nesta sexta-feira (10) o presidente Jair Bolsonaro anuncia que o pastor Milton Ribeiro vai ocupar a vaga de Ministro da Educação. Milton pertence à Igreja Presbiteriana e também é vice-reitor da Universidade Mackenzie.

O pastor passa a ser o quarto nome apresentado ao ministério e um ano e meio de governo do atual presidente. Anteriormente, passaram pela pasta o Ricardo Vélez Rodríguez, Abraham Weintraub e, por último, o polêmico Carlos Decotelli, que nem chegou a ocupar o cargo devido algumas ‘divergências’ em seu currículo.


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Para afirmar de que fez uma boa escolha, Jair Bolsonaro fez questão de exaltar as atribuições do novo ministro nas redes sociais, publicando a seguinte nota:

“Indiquei o Professor Milton Ribeiro para ser o titular do Ministério da Educação. Doutor em Educação pela USP, mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e graduado em Direito e Teologia. Desde maio de 2019, é membro da Comissão de Ética da Presidência da República”, disse o presidente.

Currículo do Pastor Milton Ribeiro
Bolsonaro Nomeia o Pastor Milton Ribeiro como novo Ministro da Educação

Atualmente, o pastor Milton Ribeiro é membro do Conselho Deliberativo do instituto Presbiteriano Mackenzie e relator da Comissão de Assuntos Educacionais do Mackenzie.

Além disso, o novo ministro da Educação também é militar da reserva do Exército e pastor da Igreja Presbiteriana de Santos. Confira seu Currículo Lattes:

  • Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo;
  • Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Presbiteriana Mackenzie;
  • Especialista em Administração Acadêmica pelo CRUB (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras) com estágio em Joplin, Universidade do Estado de Kansas;
  • 2Ten/Inf/R2 pelo Exército Brasileiro;
  • Bel. em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul;
  • Ex-reitor em exercício e ex-vice-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie; superintendente da Pós Graduação Lato Sensu;
  • Membro do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie;
  • Membro da Comissão de Ética e Compliance do Instituto Presbiteriano Mackenzie;
  • Representante da Universidade Mackenzie na Conferencia New Frontiers in the Figth Against Corruption in Brazil at Columbia Law School;
  • Interventor Judicial da Fundação José Manuel da Conceição em SP no ano de 2002 por indicação do sr. Curador de Fundações de SP;
  • Diretor Administrativo da Luz Para o Caminho, agência de produção de mídias da Igreja Presbiteriana do Brasil;
  • Membro do Conselho Deliberativo da Santa Casa de Santos, trabalho voluntário para comunidade.

Relembre os ex-ministros da Educação no governo Bolsonaro

Ricardo Vélez Rodríguez – Janeiro a abril de 2019

Ricardo Vélez passou um pouco mais de 3 meses no cargo e acabou se tornando umas das gestões mais curtas desde 1985. Seu período foi marcado pelo grande número de trocas de cargos, editais mal publicados e declarações polêmicas.

em uma delas, o ministro chegou a comparar o brasileiro como um “canibal”. Em Viagens, ele “rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”, disse Ricardo.

Abraham Weintraub – abril de 2019 a junho de 2020

O segundo ministro ficou em um período maior no cargo, no qual o ocupou de abril de 2019 a junho deste ano. Entretanto, assim como o ministro anterior, Weintraub ficou marcado por seus comentários polêmicos.

O ministro comprou uma briga enorme com as universidades, ao declarar que ao invés de pesquisa, existem ‘plantações de maconha’:

“Foi criada uma falácia que as universidades federais precisam ter autonomia. Justo, autonomia de pesquisa, autonomia de ensino… Só que essa autonomia acabou se transfigurando em soberania. Então, o que você tem? Você tem plantações de maconha, mas não é três de maconha, você tem plantações extensivas nas universidades. “

Entrevista do ministro Weintraub com a Jovem Pan

Carlos Alberto Decotelli – 26 de junho a 1º de julho 2020

Carlos Alberto Decotelli, no entanto, ficou menos de uma semana no cargo após se tornar público que em seu currículo continha informações falsas, dentre essas informações podemos citar:

  • Declaração de um título de doutorado na Argentina, que não foi obtido;
  • Denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV);
  • Declaração de título de pós-doutorado na Alemanha, não realizado;
  • Apoio de empresa no pós-doutorado, não obtido;
  • Vínculo como professor da FGV, quando na verdade ele é colaborador.

E por fim, mesmo sem tomar posse do cargo Decotelli atualizou seu Lattes afirmando que fez parte do Ministério da Educação.

Comentários no Twitter

Descrentes devido as trocas constantes do ministério, alguns internautas começaram a se questionar sobre a decisão de Bolsonaro. confira alguns comentários:

“Será que ele vai mandar ensinar nas escolas que a Terra é plana e cloroquina salva?”, disse um deles. “Que ele saiba separar religião do seu trabalho. Porque se não pode cair fora”, disse outro.

Indignada, uma mulher postou “Eu ainda me surpreendo com as bizarrices desse desgoverno”. “Independente de currículo, misturar política com religião, é uma coisa que não vai dar certo”, comentou outro.

Milton Ribeiro ocupa o cargo nesta sexta-feira (10)

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Postado por: Anderson Gomes
Sou redator e professor de Física, curto uma boa música, games e, acima de tudo, estar com minha família.