Bolsonaro ocasiona ‘caos na saúde e semeia a morte’, afirma Jornal
Nesta segunda-feira, 18 de maio, a publicação do Jornal francês 'Le Monde' afirmou que o presidente Jair Bolsonaro suscita' caos na saúde e semeia a morte'.
Por: Joey Phillipe / 18 de Maio de 2020 às 20:25:53

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Nesta segunda-feira, 18 de maio, o tradicional jornal francês “Le Monde” publicou um editorial em seu portal online. No qual afirma que o presidente Jair Bolsonaro refuta a gravidade da pandemia ocasionada pelo coronavírus. Direcionando o Brasil por uma via “extremamente perigosa”.

Ainda, de acordo com a publicação, a posição do presidente da República “causa caos na saúde e semeia a morte”. Vale destacar, que um editorial, por sua própria natureza textual, é um gênero que representa a opinião do meio de comunicação que o divulga.

“Oficial subalterno expulso do exército e um obscuro deputado de extrema-direita, zombado por seus pares por três décadas, Bolsonaro não tinha nada de um estadista. Chegando ao poder, consumido pela amargura e pela nostalgia, o ex-capitão da reserva continuou a acusar o odiado ‘sistema’. Postura que, durante um período de pandemia aguda, causa caos na saúde e semeia a morte”, afirma o texto.

Além disso, a publicação inicia com a declaração:  “Não há dúvida de que há algo podre no reino do Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro, pode afirmar sem se preocupar que o coronavírus é uma ‘gripezinha’ ou uma ‘histeria’ nascida da ‘imaginação’ da imprensa”, afirma.

Mais sobre o editorial que fala sobre Bolsonaro
Bolsonaro ocasiona ‘caos na saúde e semeia a morte’, afirma Jornal – Foto: G1


Segundo o Portal G1, há pontos específicos para quando o jornal francês, “Le Monde”, afirma que há “algo de podre” no país, quais sejam:

  • Bolsonaro participa de aglomerações e clama as autoridades locais a abandonar as restrições impostas para contenção da expansão da pandemia em um momento em que “os cemitérios do país registram um número recorde de enterros”.
  • o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se refere ao novo coronavírus como “comunavírus”, ao afirmar que a pandemia é resultado de “um complô comunista”.
  • o ministro da saúde Nelson Teich deixa o cargo quatro semanas após sua nomeação por “divergências de pontos de vista”, no dia em que o país chegou a 240 mil casos confirmados e mais de 16 mil mortos.

Assim como, de acordo com o editorial francês “para muitos, as horas sombrias que o Brasil atravessa lembram as da ditadura militar, quando o país foi submetido ao medo e à arbitrariedade”.

“O Brasil de Bolsonaro habita um mundo paralelo, um teatro do absurdo onde fatos e realidade não existem mais. Nesse universo sob tensão, nutrido por calúnias, incoerências e provocações mortíferas, a opinião é polarizada em uma nuvem espessa de ideias simples, mas falsas”.

Por fim, a publicação fala sobre Bolsonaro defender o retorno da economia a qualquer custo. Realizando um  “cálculo político insensato” de que “os feitos devastadores da crise serão atribuídos aos seus opositores”.

“Depois de ter praticado a negação histórica do Holocausto, elogiado a ditadura, negado a existência dos incêndios na Amazônia e a gravidade da pandemia de Covid-19, Bolsonaro e sua tentação autoritária correm o risco de levar o país a uma situação perigosa”.


Postado por: Joey Phillipe
Sou redator, curto a área de informática, gosto de games e esportes.

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