Já faz dois meses que o bilionário chinês e fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, sumiu sem deixar rastros. A página ‘Yahoo Finance’ informou que Jack deixou de comparecer a uma apresentação, em um programa de talentos na TV que ele mesmo fundou. 

Outro executivo do Alibaba substituiu Jack, e o site até removeu sua foto, relatou o The Telegraph. O jornalista David Faber, da CNBC, relatou na manhã de terça-feira que Jack está “menos visível, propositadamente”, mas ainda não desapareceu. 


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Reguladores chineses recentemente abriram uma investigação sobre o Alibaba, o gigante do comércio eletrônico de Jack. O Ant Group, empresa de serviços financeiros dele, atraiu a ira de bancos chineses, que o acusaram de monopolizar seus negócios. 

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Jack Ma comprou briga com outros gigantes chineses

Jack Ma, dono do AliExpress
Jack Ma, dono do AliExpress

Ma teria criticado os reguladores financeiros globais durante uma conferência em Xangai, no final de outubro, chamando-os de “clube dos idosos”, inadequados para acompanhar a inovação tecnológica chinesa. 

Duncan Clark, presidente da empresa de tecnologia BDA China, com sede em Pequim, especulou que Ma poderia ter sido instruído a “se calar” por causa das novas regras, informou a Reuters .

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Embora Ma possa estar tentando ficar longe dos olhos do público durante a investigação, sua ausência lembra a de outros empresários chineses que desapareceram após brigar com reguladores.

Pessoas desaparecidas após fazer críticas na China

Ren Zhiqiang: um magnata do mercado imobiliário aposentado, saiu do radar em março após acusar o Partido Comunista de lidar mal com a pandemia do coronavírus, relatou o The New York Times. Mais tarde, Pequim condenou Ren, de 69 anos, a 18 anos de prisão. O país teria prendido outros críticos de sua resposta à pandemia, incluindo Xu Zhangrun, um professor de direito, e Zhang Xuezhong, um advogado de direitos humanos.

Xiao Jianhua: um gerente de ativos, foi sequestrado de um hotel em Hong Kong em janeiro de 2017. Xiao desapareceu sob custódia chinesa e o país posteriormente confiscou partes de sua empresa, Tomorrow Group, noticiou o The Times em julho. Os reguladores acusaram Xiao e outros magnatas de tirar potenciais investidores dos mercados de ações chineses, disse o The Guardian.

Meng Hongwei: ex-chefe da Interpol, desapareceu em setembro de 2018 durante uma viagem da França à China, informou a BBC. Em janeiro passado, a China o condenou a 13 anos e meio de prisão por acusações de suborno.

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A esposa de Meng, que primeiro relatou o desaparecimento do marido, disse ao The Guardian em 2018 que acreditava que seu marido era inocente e que sua detenção tinha motivação política.

“Não é justiça”, disse ela, acrescentando: “Acho que a campanha anticorrupção na China já foi prejudicada. Ela se tornou uma forma de atacar as pessoas que são suas inimigas.”

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