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Por: G M Rhaekyrion / há 5 meses

Católicos, evangélicos e povo santo se unem contra o ódio religioso

O movimento criado há 15 anos tem como objetivo combater o ódio religioso, que gera tanta tragédia para a nossa sociedade.

O movimento criado há 15 anos tem como objetivo combater o ódio religioso, que gera tanta tragédia para a nossa sociedade.

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Criado pela Mãe Val de Ayrá e MakotaValdinha, a caminhada visa o respeito, a compreensão e quebra da intolerância,por parte de muitas instituições religiosas e pessoas adeptas à elas.

Quando o a primeira caminhada foi inaugurada, no Engenho Velha da Federação contra a intolerância e o ódio religioso, o movimento era pequeno.

Católicos, evangélicos e povo santo se unem contra o ódio religioso
(correio24horas.com.br)

Eram apenas meia dúzia de pessoasque saíram batendo palmas até um posto de gasolina na Avenida Cardeal da Silvae retornaram ao terreiro do Cobre.

Os pedidos eram para o fim dosataques cometidos por algumas igrejas da região.

Nesta sexta-feira (15), o grupo mostrou que cresceu e ganhou força: cerca de duas mil pessoas andaram juntas pedindo paz e respeito às religiões de matriz africana.

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Entre os participantes, estavam até alguns católicos e evangélicos – justamente adeptos das religiões cristãs que costumavam atacar o terreiro e que são apontados como autores de outros episódios de violência religiosa. 

“Hoje eu reforço a mensagem que não estamos aqui para pedir direitos que já temos. Estamos aqui para pedir respeito”, explicou Mãe Val, antes de começar o percurso.

Makota Valdina, que morreu em março, foi lembrada durante todo o trajeto. 

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“Esses ataques são um fenômeno do racismo, porque é uma religião do povo negro”, disse o ogã do Terreiro do Bogum e um dos organizadores da caminhada, Edmilson Sales. 

A doméstica Bárbara Marina Almeida, 52, contou que já passou por muitas situações corriqueiras em que foi vítima de violência religiosa.

“Sempre pergunto: quem é Deus? Porque Jeová, Olorum, Tupã… Todos são o mesmo Deus. Eu acredito que é uma ignorância espiritual”, afirmou. 

Mas não era somente o povo de santo que participava da caminhada. Evangélicas, a bióloga Taísa Alexandre, 30, e a esteticista Priscila Lima, 30, representavam a Igreja Metodista do bairro.

Por incentivo do pastor, que é ligado ao movimento negro evangélico, decidiram conhecer o evento e participar. Juntas, seguravam cartazes com dizeres contra a intolerância religiosa e o ódio religioso.

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“Temos um projeto dedireitos humanos nos espaços de Jesus para mostrar que o respeito é possível eque o povo evangélico possa dialogar com outras religiões”, dissePriscila. 

Elas participavam pela primeira vez, mas contaram que pretendiam marcar presença novamente.

“É importante que a gente venha, principalmente nesse contexto político. É fundamental que aqueles que discordam do discurso de morte venham anunciar a paz, como Jesus faria”, completou Taísa. 

“Quando uma religião é atingida pelo mal, temos que ajudar. Se um irmão é atingido hoje, um dia pode ser eu. E ser omisso é colaborar com aqueles que praticam o mal”, refletiu o padre. 

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Sobrinho de Makota Valdina, oarte-finalista Júnior Pacapim, disse que ela foi lembrada durante toda acaminhada.

Para Mãe Jaciara de Oxum, do IlêAxé Abassá de Ogum, a primeira caminhada sem a presença de Makota Valdinatrouxe lembranças e saudade daquela a quem se refere, hoje, como sua ancestral.

Enquanto conversava, faziareferência aos ensinamentos de Makota.

“É importante falar que ocandomblé não cultua o diabo. O candomblé está mais exposto nesse momento, masnão existe uma religião melhor do que outra”, reforçou.

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