10 de Julho de 2019, atualizado ás 20:07

China está separando crianças muçulmanas de seus pais em Xinjiang – entenda o caso!



Por: | Notícias

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China continua sua perseguição às outras crenças, depoimentos de familiares que vivem fora da China revelam que crianças de Xinjiang são raptadas de suas casas. A BBC revelou que as entrevistas são feitas foras do país, pois na China não é possível reunir evidências devido a constante vigilância aos jornalistas estrangeiros.

Contudo, os cidadãos muçulmanos podem dar seu relato na Turquia, lugar onde estas pessoas se refugiam. Sabendo das entrevistas, várias mães aparecem para relatar com tristeza sobre o destino duvidoso de seus filhos, todos levados de suas casas em Xinjiang.

Xinjiang fica no Oeste da China, apesar disso, grupos separatistas chamados uigures afirmam que a região, conhecida por eles como Turquestão Oriental, não é legalmente parte da China, e lá existe uma grande parcela muçulmana.

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Chineses X Uigures

Crianças de etnia muçulmana são levadas de seus pais na China (imagem: Diário de noticias)

Segundo autoridades chinesas, os uigures estão sendo reeducados para combater o extremismo religioso, porém muitos deles vem sendo reprimidos por rezar ou por ter relações com a Turquia.

Os uigures que que estão em Xinjiang são impedidos de falar com parentes que estão fora da China, até por telefone.

Mas um pesquisador Alemão, chamado Adrian Zenz, revelou a verdade por trás das escolas em Xinjiang. O Estado gasta bilhões de dólares na construção destas ‘escolas primárias’, apenas em 2017, 90% das 500 mil crianças matriculadas eram de origem Uigur.

Zenz mostrou que as escolas são protegidas com um rígido sistema de segurança, são vigiadas e possuem cerca elétrica, tudo para manter as crianças uigures de Xinjiang completamente isoladas.

O que acontecem com as crianças de Xinjiang

As crianças são tratadas como prisioneiros em uma unidade de segurança máxima (imagem: TV124)

As crianças internas são submetidas a práticas de mudança de comportamento. Elas praticamente devem, sobretudo, mudar seu idioma para o mandarim e sua religião para o budismo. Assim, caso algum aluno ou professor fale qualquer outra língua além do mandarim recebe punição.

Contudo, segundo o Estado Chinês, os internatos servem para ‘manter a paz social e ocupar o lugar dos pais’, no chamado ‘treinamento vocacional’. Existem relatos de que todas as escolas de Xinjiang já receberam aulas de mandarim.

A princípio, o governo se empenha em extinguir qualquer traço da cultura da Ásia central na região de Xinjiang. E não abrem mão de construir o maior número de internatos possíveis. Os pai recebem os mesmos tratamentos, ou pior, já que a visão dos adultos é mais complexa de ser alterada quando comparada às crianças.

Enquanto isso, na Turquia, as famílias fazem um apelo:

“Milhares de crianças inocentes estão sendo separadas de seus pais e estamos dando nossos testemunhos constantemente”. “Por que o mundo permanece em silêncio sabendo desses fatos?”, relata uma mãe.


Anderson Gomes

  

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