Com apenas 1% reciclado Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico

O estudo realizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) relata que o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, reciclando apenas 1% desse lixo.
G M Rhaekyrion - 07 de Dezembro de 2019 às 13:35:11 , atualizado ás 9:09 AM
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O estudo realizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) relata que o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, reciclando apenas 1% desse lixo.

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Com 11 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano, o Brasil ocupa a 4ª posição como maior produtor de lixo plástico do mundo.


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Estando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia.

Para somar, o Brasil também é um dos países que menos recicla plástico do mundo, com apenas 1,2% de todo o lixo plástico reciclado, o equivalente a 145.043 toneladas.

Com apenas 1% reciclado Brasil é o 4º maior produtor de lixo plático
(blog.veganoshoes.com.br)

Esses dados correspondem ao relatório de estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (sigla em inglês, WWF), que é intitulado como “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização”.

Os números relatados para o Brasil foram:

  • Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano
  • Cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana
  • Somente 145.043 toneladas de lixo plástico são recicladas
  • 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular
  • 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários
  • Mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no país

O Brasil é um dos países que menos recicla no mundo ficando atrás de Yêmen e Síria e bem abaixo da média mundial que é de 9%. Dentre os maiores produtos de lixo plástico, é o que menos recicla.

A coordenadora do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil, Anna Carolina Lobo, diz:

“O fato de o Brasil está no 4º lugar como gerador de lixo plástico do mundo e reciclar somente 1% é resultado da falta de políticas públicas adequadas que incentivem a reciclagem em larga escala”

Completando que a adoção de um trabalho conjunto seria o começo da solução dos problemas.

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Mas também da adoção de um trabalho conjunto com indústrias para desenvolver novas tecnologias, como plásticos de uso único ou plásticos recicláveis, ou substituir o microplástico de vários produtos. Além da própria sociedade enquanto consumidora porque podemos mudar o cenário de acordo com nossas atitudes do dia a dia”

Os plásticos afetam diretamente a qualidade do ar, do solo e o sistema de fornecimento de água, visto que o material absorve diversas toxinas e pode levar até 100 anos para se decompor na natureza.

Como solucionar o problema?

Parece ser simples resolver o problema do plástico quando temos o nível de informação e tecnologia hoje disponível, mas aderir essas medias em escala nacional é um pouco mais complicado.

Dentre as medidas mais eficazes destacam-se duas: a destinação correta e a reciclagem.

Ambas são eficientes e possuem custos menores, além de incentivar a população a fazer uma coleta seletiva de lixo, para que o destino desse lixo seja da melhor forma possível.

O brasileiro produz, em média, 1kg de lixo plástico por semana, uma das maiores médias mundiais.

Com apenas 1% reciclado Brasil é o 4º maior produtor de lixo plático
(noticias.uol.com.br)

Outra postura que ajuda bastante é o banimento de canudinhos plástico, que vem sendo aderida em muitos lugares do país.

Mas essa postura precisa ir além da proibição, para Lobo, é importante reconhecer e valorizar o projeto de lei, mas também trabalhar com os estabelecimentos comerciais para que eles não continuem ofertando produtos plásticos.

Bem como com o consumidor, para que faça seu descarte corretamente, bem como reduza seu consumo plástico e cobre a reciclagem e destino correto de seu lixo.

Para Lobo, os entraves no Brasil para uma taxa mais alta de reciclagem e descarte correto do lixo são muitos e passam por diferentes fatores:

“Se a gente pensar que nem saneamento básico chegou para todo mundo, imagina a reciclagem. Tem também a falta de estrutura para fazer coleta seletiva em larga escala e a questão da educação ambiental de fazer a separação do lixo. E falta também uma conscientização por paste das empresas de que elas precisam ser responsáveis pelo produto durante todo o ciclo de vida”.

Uma das ideias possíveis e mais baratas a curto prazo é voltar com o uso de embalagens retornáveis, como anunciado pelas gigantes da indústria alimentícia Coca-Cola e a Pepsico, que já testam em alguns países o serviço.

Plásticos no oceano

Sabemos que em a destinação adequada, boa parte dos resíduos plásticos acabam nos oceanos.

O relatório da WWF ainda ressalva que o volume de plástico que chega aos oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas.

É o equivalente a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos.

Com apenas 1% reciclado Brasil é o 4º maior produtor de lixo plático
(conexaoplaneta.com.br)

Se seguirmos esse ritmo, em 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada 2 km.

“De todo lixo encontrado no litoral brasileiro, a maior parte é plástico. Esse verão do fim de 2018/início de 2019 foi o recordista de animais mortos na costa brasileira- principalmente no litoral de São Paulo- e boa parte dos grandes mamíferos tinham plástico em seus estômagos”, disse Anna Carolina Lobo.

É um problema urgente e precisa que as medidas sejam tomadas para ontem.

Mesmo com a falta de politicas publica adequadas, você pode fazer sua parte e começar a descartar seu lixo adequadamente, bem como buscar métodos de reciclagem ou evitar consumir plástico.

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Postado por: G M Rhaekyrion
Escritora de ficção e fantasia, colunista de site em entretenimento, moda, saúde, beleza e bem-estar. Bióloga por formação, pela Universidade Federal de Alagoas e, eventualmente, faço criticas narratológicas para escritores de ficção.