A inadimplência no Brasil aumentou no último ano, o número de brasileiros inadimplentes chegou a 61,8 milhões em junho, de acordo com a Serasa Experian, 40,3% da população adulta está com suas contas atrasadas, segundo o levantamento. Se você faz parte desta estatística, não se envergonhe, e o mais importante, não se desespere. Os dados mostram, que em valores, as dívidas atrasadas com operadoras de cartões de crédito e bancos são as contas que mais saíram do controle, e com os juros cobrados por atraso nesta modalidade, torna ainda mais difícil pagar o valor atual da dívida.

Saiba o quanto é importante se manter calmo e saber como negociar dívidas no cartão de crédito ou com o banco

Entenda como é importante tomar cuidado na hora de fechar um acordo, para não aumentar mais ainda o problema, e quando o banco lhe procurar, não tomar a decisão errada. Confira estas nossas dicas, algumas tiradas de experiências reais vividas por quem já passou dificuldades, e outras baseadas nas orientações do coordenador do Núcleo de Superendividamento do Procon-SP, Diógenes Donizete, para fazer uma negociação e tentar pagar o que você deve.

Tome estes cuidados ao negociar dívidas no cartão de crédito e bancos


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O primeiro passo, se o banco ainda não ligou pra você, e sua dívida ainda não está sendo cobrada, é você pode ir até a agência ou ligar para o 0800, no autoatendimento da operadora ou da instituição bancária. Neste primeiro passo explique tudo o que está passando e diga que quer tentar uma negociação.

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Normalmente eles vão te passar um valor do seu débito, acrescido dos juros de mora que não serão baratos. Seja honesto, e relate que este valor não está dentro das suas possibilidades, que os juros altos adicionados ao seu débito original, vão leva-lo uma situação pior da que já está.

É importante que tenha os valores originais das compras e das faturas anteriores, que provavelmente já pagou com atraso e juros.

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Lembre-se que você já pode ter pago bastante juros ao banco

Vale ressaltar que, quem vem postergando o pagamento de sua fatura do cartão de crédito, usando o rotativo, pode já ter pago juros altíssimos. No final de 2017 a taxa estava em absurdos 431% ao ano. Seguindo ainda na faixa de mais de 300% ao ano em 2018, ou seja em uma ano sua divida vai triplicar. Vale ainda para dívidas no cheque especial, que também vem cobrando juros na faixa de 300% ao ano, o que levou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a baixar normas para amenizar o problema deste brasileiros que se enterraram no cheque especial.

Não aceite pagar a primeira proposta, se seu nome já estiver negativado espere mais tempo

Se seu nome já foi incluído no Serasa e SPC, não tenha pressa: lembre-se que você é apenas mais um dos mais de 61 milhões de brasileiros com restrição no CPF. Diga ao banco que você espera uma proposta viável, que possibilite pagar dentro das suas condições financeiras, para não deixar o problema aumentar. Se o atendente quiser lhe passar uma proposta, você pode avalia-la com calma e retornar se achar que pode arcar com as parcelas, mas não aceite pagar nada de cara.

Tenha alguma proposta, se deseja pagar tenha uma solução em mente

A hora da negociação vai chegar, não se afobe: porém, primeiro seja honesto consigo mesmo e depois com quem estiver a frente na negociação da dívida do banco ou operadora de cartão. Exponha sua situação financeira atual (números), e ‘quanto’ acredita que pode começar a pagar. Não coloque todas as ‘cartas na mesa’, mantenha uma margem para negociação ao seu favor.

Não se impressione com o valor da sua dívida, segundo o cálculo do banco

Não se assuste, eles vão puxar a conta lá para cima: vão lhe apresentar um número altíssimo, jamais aceite esta conta, é uma estratégia de cobrança, para por na sua cabeça que sua dívida está la nas alturas, não se deixe abalar com isso. Judicialmente estes cálculos, com juros extorsivos, são normalmente tirados, as vezes nem incluídos.

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Sugira formas de pagar sua dívida com o banco ou cartão de crédito

Faça de uma forma que mostre ao banco que você está disposto a pagar a dívida, mas desde que seja dentro das suas possibilidades. Para isso proponha e insista sempre na retirada dos juros, se não for possível, você pode conseguir ‘no mínimo’ a diminuição dos valores.

Proponha um aumento no número de parcelas: de forma que caibam no seu orçamento. Pense que para quem está com risco de perder dinheiro, qualquer valor recebido já é uma vantagem, no caso o banco. Por último, se puder faze-lo, proponha um valor para pagamento à vista , nesta hora o valor proposto deve ser o mais perto do valor original da dívida.

Analise com cuidado a proposta do banco, não assuma uma dívida maior

Conforme orienta o coordenador do Procon-SP: “Não aceite o valor sem antes pensar bem a respeito e veja se você poderá pagar a dívida nestas condições. “Não adianta fazer um acordo, pagar uma ou duas parcelas, e voltar a ser inadimplente”.

Isto resume bem o que já falamos. Um acordo para quitar dívidas é um novo compromisso de dívida, e se chegou a hora de fechar é importante conferir todos os detalhes do acordo: veja os valores das parcelas, datas de vencimento, os juros que serão cobrados caso não consiga honrar, etc. para não ter surpresas

O ideal é fazer um acordo que nunca configure aumento da dívida, portanto não assine nenhum papel sem ter certeza que a nova proposta vai caber no seu bolso, isso porque ele pode ter validade como uma nova dívida. O importante é você ir tentando o máximo de possibilidades que o banco possa oferecer.

Tenha em mente que você é só um CPF com dívidas em aberto

Para o banco você é apenas um devedor, um CPF: e a única pretensão do banco é receber o que você deve. Ninguém está preocupado se você vai passar privação e ter que tirar seus filhos da escola ou vender seu carro, portanto evite ‘chororô’ com o banco, fale de números e não se impressione com nenhum tipo de ameaça que possa sofrer por parte de que está cobrando, acredite, eles não estão nem ai para seu sofrimento.

Vale a pena abandonar a dívida? A dívida prescreve ou caduca?

Todas estas dúvidas fazem parte de quem esta com dificuldades de pagar suas contas e até mesmo já desistiu, mas existem os prós e os contras, leia este artigo que vai esclarecer suas dúvidas em relação a prescrição de dívidas: Quando uma dívida caduca ou prescreve

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