10 de Outubro de 2019, atualizado ás 10:10

Coringa, filme – uma crítica ao sistema econômico



Por: | Entretenimento

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Um dos filmes mais esperados do ano foi Coringa, que lançou dia 3 de outubro e já conta com uma quantidade grande de fãs e simpatizantes nas salas de cinema de todo o mundo.

Coringa é um dos vilões do universo DC, mais especificamente o inimigo do Batman e já soma uma boa sequência de aparições nas telinhas de todo o mundo.

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É o vilão mais famoso e o mais adorado pelos fãs da DC e dessa vez o filme veio trazendo uma crítica forte ao nosso sistema socioeconômico atual.

Coringa, filme – uma crítica ao sistema econômico (cinepop.com.br)

Dirigido por Todd Phillips, Coringa – Joker (original) – possui duração de 122 minutos.

Joaquin Phoenix é o responsável pela atuação do Coringa e o fez majestosamente bem.

Além disso, a produção conta com Bradley Cooper e Emma Tilinger Koskoff, um filme da Warner.

O ano que o filme se passa é 1981, em meio a uma greve de lixeiros em Gotham City e uma tensão social e politica muito forte.

Arthur Fleck, nosso futuro Coringa, é um rapaz que trabalha como palhaço em uma agência de talentos e possui um distúrbio psicopatológico que o faz ter crises de risadas incontroláveis.

Arthur frequenta consultas terapêuticas semanais em uma assistência social e tenta tratar seu distúrbio por meio de remédios controlados e as terapias, mas o governo corta a verba que permite seu acesso a psicóloga e depois de ser demitido a coisa complica.

Coringa, filme – uma crítica ao sistema econômico (otvfoco.com.br)

Coringa, Arthur, também tem alucinações e vive com a mãe, que está muito doente, em um apartamento deplorável.

A trajetória de Arthur até virar o Coringa é uma passagem no mundo dos doentes mentais sem dinheiro, que dependem da ajuda do governo, que muitas vezes não se importam com eles.

Arthur deseja ser comediante, mas suas tentativas viram uma gozação por parte do apresentador de TV famoso da época e com quem sonhava se encontrar e ser conhecido.

Em meio a tanto descaso, Coringa vai nascendo, acomodando o abandono, a tristeza, a ignorância, a violência e o medo para nascer um vilão que não encontrou a felicidade ou a bondade na vida.

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Coringa traz a tona a grande desigualdade que o sistema econômico atual causa nas pessoas, quem é rico sempre fica mais rico e não se importa com os menores e quem é pobre continua sendo pobre.

Sem visão, sem futuro e sem esperança. E entre os que possuem um transtorno psicopatológico o descaso é ainda maior, pois precisam se encaixar em uma sociedade que os considera inadequados, mas que não dão subsídios para viverem bem.

Quando a morte de três rapazes ganha a comoção de Thomas Wayne, pai de Bruce, a população se revolta com a posição de Thomas e um movimento social se inicia.

Inspirado no palhaço que matou os rapazes, no caso, o próprio Arthur, o Coringa. Que estava sendo humilhado e espancado pelos jovens, mas reage os matando.

É um filme muito forte, com causas muito firmes. Um corte de cena maravilhoso, fotografia incrível e uma atuação de tirar o fôlego.

Vale a pena conferir, mesmo não acompanhando os demais lançamentos da DC.




G M Rhaekyrion

Escritora de ficção e fantasia, colunista de site em entretenimento, moda, saúde, beleza e bem-estar. Bióloga por formação, pela Universidade Federal de Alagoas e, eventualmente, faço criticas narratológicas para escritores de ficção.

  

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