O novo Coronavírus, causador da doença denominada COVID-19, deu início à pandemia atualmente enfrentada pelo mundo, a qual foi decretada pela Organização Mundial da Saúde – OMS em 11/03/2020.

O seu nome foi escolhido porque apresenta microscopia semelhante à uma coroa, podendo causar infecções tanto em animais quanto em humanos, gerando no segundo grupo apenas sintomas de um resfriado comum, ou seja, de baixa patogenicidade.

Coronavírus no Brasil: conhecimento e prevenção. — Foto: kcur.org
Coronavírus no Brasil: conhecimento e prevenção. — Foto: kcur.org

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Apesar disso, caracteriza-se pela fácil transmissibilidade de pessoa para pessoa e por trazer graves riscos aos indivíduos acima de 60 anos e aqueles com doenças crônicas, como portadores de diabetes e doenças cardiovasculares.

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Enquanto isso, são raros os casos em que crianças adoecem e não existem indícios de maiores riscos para as gestantes.

Transmissão, Principais Sintomas e quadro comparativo com outras doenças

A transmissão se dá através do contato de uma pessoa doente para outra e também do contato com superfícies/objetos contaminados, situações em que o vírus consequentemente ingressa nas mucosas do corpo e atua, principalmente, nas vias respiratórias.

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Os sintomas mais comuns são febre (>37,8°C), tosse, dispneia, mialgia e fadiga, sintomas respiratórios superiores e, em casos mais raros, sintomas gastrointestinais, como diarreia, por exemplo.

Em suma, o tratamento adota medidas de suporte para que se evite o agravamento da doença e seja reduzido o desconforto do paciente.

Os sintomas do quadro clínico podem variar de caso para caso, inclusive há registros de indivíduos assintomáticos. Além disso, a maior parte dos óbitos relativos à doença ocorreram porque os pacientes possuem alguma comorbidade pré-existente envolvida.

Tratamento e Prevenção

A Organização Mundial da Saúde, no dia 17/03, embora não houvesse evidências científicas, recomendou a substituição do Ibuprofeno por outros analgésicos no tratamento do COVID-19, mas recentemente voltou atrás e retirou a restrição.

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Por outro lado, o Ministério da Saúde recomenda que sejam mantidos medicamentos para hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares para os pacientes que façam o seu uso.

Como ainda não há vacina para o Coronavírus, e diante da inexistência de vitamina, terapia alternativa ou remédio licenciado capazes de evitá-lo, o Ministério da Saúde recomenda que a população adote as seguintes práticas de prevenção:

– Lavar com frequência as mãos até a altura dos punhos com água e sabão, ou higienizá-las com álcool em gel 70%;

– Evitar tocar mucosas (boca, nariz e olhos) com as mãos não lavadas ou não higienizadas e, na hipótese de fazer, realizar o procedimento de prevenção indicado acima;

– Ao tossir ou espirrar, cobrir nariz e boca com lenço descartável ou com qualquer dos braços flexionados e não com as mãos;

– Manter distância mínima de 2m (dois metros) com pessoas doentes;

– Evitar contato físico (abraços, beijos, apertos de mãos);

– Evitar contato físico com qualquer pessoa, especialmente com os grupos de risco, se estiver doente, devendo ficar em casa até a melhora do quadro;

– Higienizar objetos de uso pessoal e objetos/superfícies que tenham frequentemente o contato de pessoas;

– Não compartilhar objetos de uso pessoal;

– Evitar aglomerações;

– Manter ambientes limpos e ventilados;

– Dormir bem, manter alimentação saudável e realizar atividade física ao ar livre;

– Fazer compras essenciais fora do horário de pico, evitando exageros;

– Ao utilizar transporte público: evitar horários de pico, manter uma distância segura de uma pessoa para outra e redobrar os cuidados de higiene.

Máscaras e Luvas

O uso de máscaras somente é recomendável para pessoas que apresentam sintomas respiratórios e ainda para os familiares e/ou para a equipe médica porque prestam assistência ao infectado.

Paralelamente, devem ser utilizadas em combinação com a correta e frequente lavagem/higienização das mãos e, após o uso, precisam ser descartadas em local apropriado.

Ademais, o uso indevido pode negligenciar outras medidas de prevenção e ainda, diante da escassez do material no mercado após a chegada da pandemia ao Brasil, gera uma privação ao público que efetivamente necessita do seu uso.

Já as luvas de procedimentos não cirúrgicos, protetor ocular ou protetor de face e capote/avental são recomendados apenas quando houver risco de contato do profissional da saúde com sangue, fluidos corporais, secreções, excreções, mucosas, pele não íntegra e artigos ou equipamentos contaminados.

Incubação, sobrevivência e período de transmissão do coronavírus

O tempo de incubação, período que o infectado leva para apresentar os primeiros sintomas do Coronavírus, pode ser de 2 a 14 dias, e o vírus pode sobreviver por dias em superfícies infectadas.

Recente estudo publicado na revista científica “New England Journal of Medicine”, no dia 17/03, aduz que o Coronavírus pode sobreviver até 72 horas em algumas superfícies, como o aço inoxidável ou plástico, por exemplo.

Em relação ao período de transmissibilidade, há indícios que sugerem que a transmissão do vírus pode ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.

Imunidade ao vírus

No tocante à imunidade, não é sabido se os pacientes que não evoluíram para o óbito a adquirem contra novas infecções do vírus em comento e ainda se a mesma é duradoura por toda a vida.

Por sua vez, a vacina da gripe apresenta eficácia somente contra outros tipos de influenza, mas facilita o diagnóstico do COVID-19 e evita que o sistema de saúde fique sobrecarregado.

Diante disso, a “Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe” será iniciada no dia 23/03/2020, preliminarmente para idosos e trabalhadores da saúde.

Cuidado com Fake News

Os produtos oriundos da China não trazem o vírus e não há indícios que os animais de estimação transmitam o COVID-19.

Para ter conhecimento de informações seguras e orientações sobre o COVID-19, evitando, inclusive, a divulgação de fake news, recomenda-se que o(a) interessado(a) acesse os canais do Ministério da Saúde abaixo listados:

saude.gov.br/coronavirus;
saude.gov.br/fakenews [caso não encontre a resposta para a dúvida no site, enviar mensagem pelo Whatsapp para: (61) 99289-4640];
– Disque saúde: 136;
– Aplicativo “Coronavírus-SUS”, disponível tanto para iOS quanto para Android;
– Perfis oficiais nas principais redes sociais.

Outros meios seguros para se buscar informações sobre o COVID-19 são os principais veículos de comunicação disponibilizados pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde do correspondente domicílio que cada indivíduo se encontra, pois são meios oficiais de divulgação.

Para os médicos e enfermeiros que trabalham em posto de saúde ou que integram equipe de saúde da família, é possível receber consultoria clínica gratuita sobre o Coronavírus, de segunda a sexta, das 8h às 17h30, por meio do número 0800 644 6543.

Outras orientações

O consumidor deve ficar atento se o preço de determinado produto ou serviço subir de repente, sem qualquer justificativa.

Tal prática é considerada abusiva, conforme preceitua o artigo 39, inciso X, do Código de Defesa do Consumidor, situações em que a pessoa lesada deve notificar o Procon mais próximo.

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