12 de Dezembro de 2018, atualizado ás 14:12

Depósitos destinados a ex-motorista de Flávio Bolsonaro eram feitos próximos ao dia de pagamento da Alerj



Por: Redação A Folha Hoje | Notícias

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Segundo o relatório do Coaf, mais da metade dos depósitos realizados pelo ex-assessor do Deputado Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, foram realizados nos dia de pagamentos dos servidores da ALERJ.

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Os depósitos

Após análise do relatório do Coaf, foi identificado que 15 depósitos foram feitos na conta do ex-assessor de Flávio Bolsonaro em dias próximos aos do pagamento dos servidores da ALERJ. As datas variam todos os meses devido a crise financeira que houve no estado.

Além desses depósitos, outros 19 foram feitos na conta do ex-assessor apenas três dias úteis depois do dia de pagamento dos funcionários. As quantias de cada depósito são as mesmas ou aproximadas em todos os meses.

Segundo os investigadores há um padrão tanto nas ações, quanto nos valores e na periodicidade. Sobretudo porque Queiroz fazia saques em espécie com valores aproximados aos que eram recebidos nos pagamentos.

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Coincidência das datas

As datas dos depósitos também foi algo que chamou a atenção dos investigadores, a tal ponto que eles descobriram uma relação entre elas. O esquema provavelmente teve início em 12 de Janeiro de 2016, quando a ALERJ realizou o pagamento aos servidores.

Nesse mesmo dia, o ex-assessor havia recebido três depósitos na sua conta, totalizando o valor de R$11.737. Esse esquema se repete novamente, nos dias de pagamento da ALERJ no mês de Maio, onde o ex-assessor recebeu três depósitos no total de R$13.471.

Esse mesmo esquema se repete nos meses de Junho e Novembro do mesmo ano.  Contudo, o relatório ainda não conseguiu identificar o autor dos depósitos realizados nesse período.

Funcionários fantasma

No relatório da investigação Furna da Onça, os investigadores começaram a suspeitar sobre um possível esquema de funcionários fantasma na ALERJ. Para eles estariam sendo repassados valores referentes a auxílio alimentação e demais pagamentos.

Essa prática foi identificada no gabinete do deputado Paulo Melo, que já foi preso durante as investigações dessa operação. Contudo, há suspeitas de que ela esteja ocorrendo em outros setores dos deputados dentro da Assembleia do Rio de Janeiro.


Redação A Folha Hoje

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