Depósitos encontrados na conta de Flávio Bolsonaro agravam crise




A crise decorrente da investigação de movimentações bancárias atípicas na conta do ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi agravada nesta sexta-feira, 18. O Jornal Nacional, da emissora Globo, exibiu um fragmento do relatório desenvolvido pelo Coaf.

Nele, foram apontados diversos depósitos feitos na conta do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, que em apenas um mês totalizou R$96 mil.

Depósitos encontrados na conta de Flávio Bolsonaro agravam crise
Depósitos encontrados na conta de Flávio Bolsonaro agravam crise

Siga A Folha Hoje no Google News – Clique Aqui!

Revelação do relatório do Coaf

A revelação do relatório do Coaf pelo Jornal Nacional indicou que Flávio Bolsonaro recebeu na sua conta diversos depósitos em dinheiro, que totalizaram R$96 mil.

A movimentação foi considerada suspeita pelo órgão responsável pela investigação sobre operações que apontam a ocultação de valores e/ou lavagem de dinheiro.

Poucos minutos antes do Jornal Nacional divulgar a notícia, a Record apresentava uma entrevista na qual o filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou que não tinha nenhuma irregularidade nas contas.

Apenas um dia antes, o próprio Flávio Bolsonaro conseguiu obter junto ao Supremo Tribunal Federal a paralisação da investigação sobre o seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, que foi flagrado movimentando mais de R$1,2 milhão, valor muito superior ao da sua remuneração formal.

Leia também

Pedido de Flávio Bolsonaro é considerado confissão de culpa pelo STF 

Mercosul enxuto e melhora da relação com a Argentina são propósitos do presidente Bolsonaro

Depósitos encontrados na conta de Flávio Bolsonaro agravam crise
Depósitos encontrados na conta de Flávio Bolsonaro agravam crise

Flávio Bolsonaro tenta invalidar documentos

O caso envolvendo as movimentações atípicas nas contas de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz está a cargo do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Como tentativa de evitar o andamento da investigação, o filho de Bolsonaro argumentou que, como ele era um senador eleito, só poderia ser investigado pela PGR.

No entanto, o MP argumentou que as apurações feitas durante a investigação aconteceram antes do filho de Bolsonaro ser diplomado como senador na Câmara. O STF irá analisar o caso de maneira definitiva no mês de fevereiro.

Além disso,  na sua petição, o senador eleito ainda tentou invalidar todos os documentos que foram elaborados pelo Coaf, que tiveram uma parte revelada durante a reportagem que foi exibida durante o  Jornal Nacional.

A repercussão do caso refletiu diretamente sobre a imagem da família Bolsonaro, tanto que os assessores do presidente pediram explicações ao senador eleito sobre o documento apresentado e exigiram o esclarecimento das movimentações.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here