24 de Dezembro de 2019, atualizado ás 08:12

Dica Netflix: O Assassino Confesso – Resenha Crítica

Por: | Entretenimento


Mais um documentário Netflix que traz a história de um psicopata serial killer. O Assassino Confesso conta a escandalosa história de Henry Lucas, que confessou mais de 100 assassinatos e ganhou a mídia dos Estados Unidos.

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O Assassino Confesso é uma série documental dos EUA, que relata acontecimentos reais de um crime que se passou no Texas, por volta da década de 80.

Dirigido por Robert Kennar e Taki Oldhan, o documentário Netflix relata escândalos e cenas sinistras sobre a vida de Henry Lee Lucas.

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(elle.com)

Disponível na plataforma Netflix, O Assassino Confesso nos leva a pensar qual é a face verdadeira do mal.

Sobre Henry Lucas

Considerado o serial killer mais prolífico da história da América, Henry Lee Lucas confessou – ou foi levado a confessar – mais de 600 assassinatos nos EUA.

Nascido em Blacksburg, Virgínia, Lucas perdeu o olho ainda criança e era considerado um garoto estranho.

A mãe de Lucas era prostituta e por vezes o forçava a ver seus turnos de trabalhos e seu envolvimento com os clientes.

Perdeu o pai ainda muito jovem e enfrentando uma série de abusos mentais enquanto vivia com a mãe, Lucas começou a apresentar comportamentos esquisitos para um garoto tão jovem.

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(youtube.com)

Preso aos 18 anos por roubo, Lucas mantinha um jeito desleixado ao se vestir e pouco cuidava de si. Abandonou a escola muito cedo e nunca retornou a estudar.

Sendo solto cinco anos depois e retornando a prisão mais uma vez, da qual também saiu em pouco tempo.

Então, após ser acusado pela morte da mãe, Lucas foi a julgamento mais uma vez e então, diante do júri, confessa que é responsável por uma série de crimes com mais de 100 vítimas.

Resenha Crítica

Como todo começo de caso envolvendo um serial killer famoso, um psicopata e os EUAs, as coisas são aparentemente “normais”, então, depois de um estopim, surgem detalhes grotescos e arrepiantes, que revelam a verdadeira face do culpado.

Henry Lee Lucas foi uma vitima da sociedade, digamos assim, uma vítima de sua mãe, que o mantinha em condições deploráveis e foi responsável por sua “disfunção cerebral”.

Tanto pela exposição à vida de prostituta, quanto por ter o agredido tão fortemente na cabeça que produziu duas fraturas consideráveis em seu crânio.

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Somando as condições emocionais precárias e a agressão física, que resultou em dano cerebral de uma das regiões responsáveis pelas emoções, não tinha como Henry ser um cidadão normal.

Claramente com um motivo vingativo, Henry mata a mãe e por esse homicídio junto ao de uma jovem que ele namorava ele é preso e levado a julgamento.

Sendo igualmente maltratado na prisão para que confessasse seus crimes, Henry é levado a sequencias de interrogatórios os quais ele confessou mais de 100 crimes.

Os crimes de Henry

Enquanto mencionava mulher por mulher, desenhava, descrevia e confessava seus ímpetos assassinos e psicopáticos, Henry foi ficando famoso.

Ele era responsável por metade dos casos não solucionados do local e esse detalhe foi o bastante para levar Henry à mídia, que já estava eufórica pelo caso de Bundy na década de 70.

Prolífico ou mentiroso

Datas, forma, local dos restos mortais, como conheceu e como tudo aconteceu. Henry confessava detalhes que, segundo o delegado responsável, só o assassino saberia.

Mas a medida que as investigações foram crescendo e o caso Henry Lucas repercutiu, muitos investigadores começaram a perceber uma certa inconstância nos relatos de Henry.

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(bustle.com)

Eram mortes diárias, que muitas vezes tinham mais de 20 mil quilômetros de distâncias e feitas em um tempo impossível de cobrir de carro. Os detalhes levaram a cresça de que Henry poderia não ser o responsável por tantos crimes assim.

O estopim veio quando Henry assumiu e descreveu um caso fictício, que foi elaborado pare verificarem a veracidade da confissão de Lucas.

Quando o dito assassino confessa um crime que nunca existiu o susto e a surpresa dos EUA em peso é enorme.

Desmascarado

Quando as mentiras começam a surgir levanta-se uma suspeita de que haveria mais do que uma compulsão por mídia e atenção por parte de Henry.

O delegado responsável por Lucas, que era um amigo quase íntimo do assassino, passou a ter uma carreira incrível depois da prisão de Henry, pois a maioria dos crimes não solucionados de seu mandato ganharam um culpado.

Segundo o tom que o documentário ofereceu dá a entender que talvez o delegado pressionasse Henry para assumir essa quantidade exorbitante de casos para que ele fosse condecorado.

Devido a memória incrivelmente boa de Henry, fica fácil pensar que o delegado mostrava os detalhes do caso para ele e depois o conduzia a assumir a culpa.

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(gosanangelo.com)

Mas Lucas é levado ao corredor da morte sem nunca sabermos de fato se esse pequeno detalhe era verdade, pois o delegado ficou famoso e se declarava convicto da palavra de Henry sobre os assassinatos.

E por ser incrivelmente respeitado, poderoso e conhecido, o delegado não foi questionado a esse respeito.

Caso Henry fosse um mentiroso completo muitos casos tiveram seus culpados isentados.

Sendo muito sincera eu não consegui ver o mal no olhar de Henry, ele mais perecia um esquizofrênico, ou alguém com distúrbio psicótico, que um assassino sanguinário e cruel.

Comparando-o com Bundy, Henry é quase um inocente. Bundy sustentava um ar diabólico quando confrontado, um ar do mal e Henry estava mais para quem queria mídia e não conseguia se segurar em suas mentiras.

Mas no fato sobre sua mãe, realmente creio que ele a tenha matado e que a vingança foi o principal motivo.

Evolução do documentário

Seguindo um ritmo cronológico e com muitas gravações originais mescladas com os relatos das pessoas que viveram àquele momento, o documentário é bem fluido e envolvente.

Os episódios são curtos e a história surpreendente. Não é sensacionalista e não coloca aquele medo implícito, como em um filme de terror.

É também um acompanhamento interessante sobre a evolução da perícia criminal e dos métodos de identificação de crime e perfil de assassinos.

O Assassino Confesso está disponível na Netflix.

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G M Rhaekyrion

Escritora de ficção e fantasia, colunista de site em entretenimento, moda, saúde, beleza e bem-estar. Bióloga por formação, pela Universidade Federal de Alagoas e, eventualmente, faço criticas narratológicas para escritores de ficção.

  

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