Neste sábado, 23 de maio, o presidente Jair Bolsonaro realizou uma visita ao apartamento do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria do Governo. No entanto, enquanto saía do local, foi possível ouvir vaias e panelaço.

Contudo, o presidente também cumprimentou apoiadores. Porém enquanto cidadãos pró-governo gritavam o tradicional “mito”, foi possível ouvir outros gritos de “fora Bolsonaro”, bem como alguns xingamentos.


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Inicialmente, o presidente foi a uma confeitaria juntamente com o ministro, próximo do apartamento de Ramos, na Asa Sul. Em seguida, ambos permaneceram reunidos por aproximadamente 1h30 na moradia do ministro.

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Por fim, ao sair de lá, o presidente seguiu para o bairro Sudoeste, localizado próximo ao Plano Piloto, na cidade de Brasília. Local onde reside Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente.

Bolsonaro: Celso de Mello encaminha pedidos à PGR

Durante visita a Ramos, Bolsonaro fala com apoiadores e ouve Panelaço
Durante visita a Ramos, Bolsonaro fala com apoiadores e ouve Panelaço – Foto: Metrópoles

Nesta quinta-feira, 21 de maio, o ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Celso de Mello, enviou à Procuradoria Geral da República-PGR três notícias-crime apresentadas por parlamentares e partidos. Estas, por sua vez, solicitam novos posicionamentos na investigação que se refere a possível interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

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Portanto, dentre as medidas solicitadas estão o depoimento do presidente. Bem como a busca e apreensão dos celulares dele e do filho, Carlos Bolsonaro, afim de que seja realizada perícia.

Assim, nos encaminhamentos realizados nesta quinta (21) à PGR, o ministro salientou o dever jurídico do Estado em suscitar a apuração da “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’”.

“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na “notitia criminis”, motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado”, redigiu o ministro do STF nos despachos.

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