31 de Outubro de 2019, atualizado ás 20:10

Eduardo Bolsonaro cita AI-5 em entrevista e causa polêmica



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Eduardo Bolsonaro cita AI-5 em entrevista e causa polêmica

Eduardo Bolsonaro e AI-5, entenda o caso envolvendo o político filho do presidente Bolsonaro. A Folha Hoje irá trazer tudo sobre o ocorrido com alguns comentários informando e explicando. Veja logo abaixo!

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Eduardo Bolsonaro cita AI-5 em entrevista e causa polêmica

Eduardo Bolsonaro:

Antes de mais nada, em entrevista ao programa da jornalista Leda Nagle, publicado nessa quinta-feira (31/10/2019), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) defendeu que caso “aconteça alguma radicalização por parte da esquerda” igual as manifestações no Chile, a resposta poderia ser um novo AI-5.

Primeiramente, para ele a manifestação dos chilenos é igual a dos “Black Blocs”. Ele afirma que “Vai chegar um momento que a situação vai ser semelhante ao final dos anos 60, no Brasil.” E ainda posteriormente falou:

“Alguma resposta vai ter que ser dada. Porque é uma guerra assimétrica, não é uma guerra em que você está vendo o seu inimigo do outro lado e você tem que aniquilá-lo como acontece nas guerras militares. É um inimigo interno, de difícil identificação aqui no país. Espero que não chegue a esse ponto né, mas a gente precisamos estar atentos”.

AI-5:

Primeiramente, na época de 1968, o presidente Artur Costa e Silva assinou o “Ato Institucional de número 5, um marco da suspensão das garantias democráticas que inaugurou o período mais repressivo da ditadura militar.

Com isso, o ato permitia cassações de mandatos e suspensão de direitos políticos, além do fechamento do Congresso Nacional e dos legislativos estaduais e municipais, também suspendeu garantias constitucionais da liberdade de expressão e de reunião, e por fim, censurando previamente a imprensa.

Antes de mais nada, essa foi a segunda vez na semana que Eduardo Bolsonaro insinua a volta da ditadura no país. Além de hoje, na segunda-feira (29), ele disse no plenário da câmara que caso aconteça manifestações iguais a do Chile no Brasil, os envolvidos “vão ter que se ver com a polícia”.

Por fim, Bolsonaro também tem um histórico relacionado a ditadura. Porém, ele lamenta a afirmação do seu filho e disse não ter visto a entrevista. Após isso declara: “Ele é independente e tem idade para ser cobrado por seus atos.”




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