A estátua de Ariano Suassuna foi encontrada com os pés e pernas quebradas. A polícia suspeita que a ação tenha sido provocada por vândalos durante a madrugada desta segunda-feira (21).

Quem passava pelo local avistava indignado um ato tão desrespeitoso à memória de Suassuna. A obra integrava o Circuito da Poesia, assim como outros nomes influentes nas artes pernambucanas.


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Sua estátua mede 1,8 metros (feita em tamanho real), possui a assinatura do artista plástico Demétrio Albuquerque. Além disso, faz parte do Circuito da Poesia de Recife desde 2017.

Atos de vandalismo resultam em prejuízos e causam transtornos

Estátua de Ariano Suassuna é alvo de vândalos no centro de Recife - foto: reprodução
Estátua de Ariano Suassuna é alvo de vândalos no centro de Recife – foto: reprodução

Anteriormente, em março de 2020, as estátuas já haviam sido alvo de vândalos. Na ocasião, a estátua de Ariano Suassuna teve o nariz quebrado e a de João Cabral de Melo Neto teve parte do nariz e queixo danificados.

Por ora, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) enviará equipes de limpeza ao local e vai analisar os danos para poder restaurar a obra.

De acordo com a Emlurb, os gatos para fazer a recuperação de monumentos, vias públicas e edifícios chegam a aproximadamente R$ 2 milhões por ano.

Também fazem parte do Circuito da Poesia: Antônio Maria, Ascenso Ferreira, Capiba, Carlos Pena Filho, Chico Science, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Cardozo, Luiz Gonzaga, Manuel Bandeira, Mauro Mota e Solano Trindade.

Ariano Suassuna

Ariano Suassuna nasceu em João Pessoa, na Paraíba. Foi formado em Ciências Jurídicas e Sociais em 1950, tomou posse na Academia Brasileira de Letras em 1990, na Academia Pernambucana de Letras em 1993 e na Academia Paraibana de Letras em 2000.

Ele faleceu aos 87 anos, vítima de um AVC hemorrágico, no dia 23 de julho de 2014. Nesse tempo, Ariano morava na cidade de Recife – PE, e tinha grande paixão ao seu time do coração, Sport Recife.

Deixou grandes obras literárias como Mulher Vestida de Sol (1947), Cantam as Harpas de Sião (1948), Auto de João da Cruz (1950) e o muito aclamado Auto da Compadecida (1955).

Ariano Suassuna ● Burrice – fonte: Saber Filosófico

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