15 de Dezembro de 2018, atualizado ás 19:12

Funcionários de Jair Bolsonaro doavam salários inteiros para campanha presidencial



Por: | Notícias

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Surgiu mais uma polêmica em volta do clã Bolsonaro. Dessa vez, o alvo da investigação é o próprio presidente eleito Jair Bolsonaro. A suspeita é de que os seus funcionários teriam doado valores superiores aos salários para a campanha do futuro presidente e de seus filhos.

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A Caixinha Eleitoral

Mais uma irregularidade que foi cometida pelos membros da família Bolsonaro. Investigações do Ministério Público descobriram que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, administrava uma Caixinha Eleitoral para arrecadar fundos para a campanha do atual presidente eleito.

Apesar dessa prática não ser considerada ilegal, ela levanta as suspeitas da justiça. Sobretudo, após ela ter surgido em um momento no qual, o ex-assessor está sendo investigado por movimentar valores milionários na sua conta corrente, acima do que eventualmente ganharia no cargo público.

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Base da investigação

As informações que podem servir de base para a investigação podem ser constatadas nas contas eleitorais do presidente eleito. Nelas, é possível verificar que diversos dos seus funcionários fizeram doações para as campanhas.

Isso teria sido normal, se os valores em espécie não fosse superior aos seus próprios salários. Segundo dados, a prática teria sido iniciada em 2002. A suspeita é de que os servidores empregados por Jair Bolsonaro eram instigados a doar os  seus salários mensais como forma de apoio político.

Prática questionável

De maneira geral, a prática da Caixinha Eleitoral não é considerada ilegal, mas sim questionável. Afinal, qualquer um dos funcionários poderiam doar dinheiro para a sua campanha, quer seja para afinidade ideológica ou como gratidão.

No entanto, essa prática gera no mínimo um conflito ético quanto o pagamento de salário por dinheiro. E é justamente esse ponto que pode ser investigado.

Caso seja dado início a investigação, essa será a segunda envolvendo o pagamento de uma parcela de salários destinados a campanhas eleitorais, cujos valores superavam o que eles recebiam mensalmente.

Atualmente, o filho de Bolsonaro, o Deputado Estadual Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor estão sendo investigados por transações anormais entre contas bancárias. Nesse caso, o montante é superior a R$1,2 milhão.




Redação A Folha Hoje

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