Uma Vez Flamengo, Mais Uma Vez o Flamengo…

Mais uma vez o Flamengo demite treinador. Agora é com Dorival. O que esperar dele?

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Dorival Júnior no Flamengo. Já vimos isso uma vez… O treinador assumiu contra o Internacional na derrota por 3 a 1, e o treinador Colorado, Mano Menezes, lhe disse: “meu time também tava uma zona, mas deu”. E que zona é essa do time carioca? O que Dorival deve fazer? O que esperar do Mengão nas próximas semanas e no restante da temporada? Questões essas que tentarei buscar soluções! Vem comigo!

Era Pré JJ

Em 2018, o Flamengo começou a temporada com o Paulo César Carpegiani, passou para o Maurício Barbieri, e chegou ao Dorival Júnior, que obteve 66,7%. Então, em 2019, o time contratou Abel Braga, que obteve três títulos e saiu com 71,1%. E após dois interinos, Jorge Jesus assumiu, com incríveis 81% de aproveitamento e 6 títulos (Brasileirão e Libertadores inclusos). Ao olhar esse aproveitamento, Dorival até que não foi ruim e o mais impressionante é o próprio Abel, com mais de 70% ser demitido. Esperto foi o Jorge que sabia que o que tinha feito era inacreditável.

Desde 1963, um time brasileiro não ganhava o nacional e o internacional ao mesmo tempo, como Santos de Pelé. O Flamengo poderia sonhar com títulos, mas aquele show e passeio nunca mais ocorreria. E a torcida do Mengão é muito chata. Mas muito chata. Mas chata demais! E para agregar, a diretoria é… digamos… equivocada.

Era Pós JJ

Torrent, Ceni, Gaúcho e Sousa. O primeiro realmente deixou a desejar com um futebol muito abaixo do esperado para uma equipe recém avassaladora e vencedora, principalmente para o “auxiliar do Guardiola”, obteve 62% de aproveitamento. Ceni ainda foi pior no quesito “aproveitamento”, com 59%, mas com 4 títulos conquistados (Brasileirão e Supercopa inclusos!). Pela porcentagem, ok, dá pra demitir. Mas e o Gaúcho?

Com 72% de aproveitamento, perdeu o Brasileirão pra um Atlético Mineiro que estava voando, foi eliminado no Maracanã contra o Athlético Paranaense (aí foi feio mesmo, né?), e perdeu para a máquina verde que estava no seu auge (e talvez esteja ainda), que é o Palmeiras do Abel Ferreira – e quase ganhou! Dois vices, um começo avassalador. Mas uma derrota e, em forma de mostrar para a torcida que estava insatisfeita, a cabeça de Gaúcho foi entregue aos braços do povo.

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Não sei se um dia entenderei a demissão do Renato Gaúcho, que estava se consolidando ainda no Flamengo. 37 jogos e 24 vitórias. Perdeu o campeonato, mas aparentemente é INADMISSÍVEL o flamengo perder. Bom, tenho uma novidade para o Clube de Regatas Flamengo: Perder faz parte. Renato não é muito bom em questão tática, mas ofensivamente ele é um dos melhores. O Flamengo amassou o Furacão naquela eliminação. Sufocou o Palmeiras. Não ganhou o Brasileirão por detalhes (graças ao Cássio). E mesmo assim foi demitido.

Contexto Atual

Ok, Paulo Sousa até poderia ser demitido com 66,7%. Mas com apenas 32 jogos, alguns meses, no meio da temporada, de fato era a decisão correta? Ou seja, a diretoria e a torcida (fomentada pela primeira), massacra seus treinadores se não obtiver pelo menos 75% de aproveitamento. Isso é muito alto! O que Jorge Jesus fez não seria repetido. O futebol Brasileiro, desde 2008, quando o São Paulo ganhou 3 Brasileirão, não tem uma hegemonia. Na verdade, nem naquela época tinha!

E nesse contexto, Dorival chega. Precisa obter 75% de aproveitamento. Copa do Brasil contra o Galo. Libertadores contra o Tolima. Se passar, Boca ou Timão. Possibilidade de River Plate. 10 pontos atrás do algoz Palmeiras no Brasilerão, com 11 rodadas disputadas, próximo do Z4. E aí?

Dorival Júnior no Flamengo: O que Esperar?

Bom, se você quer resultados diferentes, faça diferente. E como diz o hino, “Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo”, mais uma vez o time carioca troca de treinador e, diante do que apresentei em cima, só consigo pensar em uma coisa para esperar: demissão. Não acho que Dorival dará certo no Flamengo.

Desde 2020, o time trucida todos que passam, e de forma duvidosa, questionável, como a de Renato Gaúcho. David Luiz e Filipe Luiz não jogam bem. William Arão está mal. Gabigol não obtém as bolas que precisa porque Everton Ribeiro está mal há meses. Há muito tempo. O time não joga coletivamente e espera que seus craques, que outrora eram mágicos no entrosamento, resolvam individualmente a partida.

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Questões disciplinares e de gestão de pessoas devem ser tratadas, como o próprio caso do Diego Alves (que em 2018 teve uma divergência com Dorival). Aliás, a diretoria é tão… equivocada que contratou o mesmo treinador que em 2018 demitiu.

O Flamengo passa do Tolima, mas não ganhará o Brasileirão. Não deve passar do Galo. Não deve chegar na final da Libertadores. Para conseguir tal feito, precisa arrumar a defesa e a construção de jogadas, mas deve se desvencilhar da reputação que cerca seus jogadores. Marinho e Pedro poderiam muito bem serem titulares. Matheuzinho pede passagem. Zagueiros novos deveriam chegar.

Cebolinha chegou! E talvez o “Plano infalível” seja demitir o Dorival em novembro sob as alegações de “contratamos o Cebolinha e o time que ganhou tudo com JJ não rendeu nas mãos do Dorival”. Como Pilatos, “lavo as minhas mãos”. Mas a mesma mão que se lava é aquela que aponta o caminho, e o caminho certamente está nebuloso no Rio… Para tentar me contrariar, o Mengão enfrenta o Cuiabá e deve obter uma vitória daqui a pouco, 20h30, no Maracanã. Posso errar na resposta de “O que esperar?”, mas certamente não estou equivocado ao dizer: Não esperem milagre.