Parados há três semanas e sem previsão de volta, os funcionários dos Correios realizaram um protesto nesta segunda-feira (7) no centro de Campinas, São Paulo.

O ato reuniu sindicatos de sete cidades para pressionar um acordo com a estatal. Só em são Paulo, mais de 70% dos funcionários aderiram à causa.


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A manifestação é contrária a exclusão de cláusulas trabalhistas e exige que o acordo coletivo, encerrado em agosto, seja válido até 31 de julho de 2021. O acordo foi mantido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas a Correios recorreu no Supremo Tribunal Federal (STF).

Exigências dos funcionários da Correios

Greve dos Correios: sem acordo, funcionários protestam nesta terça-feira
Greve dos Correios: sem acordo, funcionários protestam nesta terça-feira
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Segundo a Federação Nacional dos Trabalhdores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), os funcionários não reivindicam aumentos de salário, mas de manutenção do acordo.

Os trabalhadores denunciam que os Correios excluíram 70 cláusulas trabalhistas do acordo, tais como:

  • Plano de saúde (antes eles pagavam 30% e agora pagam 50%);
  • Licença-maternidade de 180 dias,
  • vale-alimentação,
  • Pagamento de adicional noturno,
  • Auxílio-creche.
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A manifestação também foi contra as ameaças de privatização do presidente Jair Bolsonaro, que vem recebendo apoio de grande parte da população que está insatisfeita com o serviço prestado pelos Correios.

A maioria dos manifestantes estava usando máscaras, entretanto, houve falta de distanciamento social em alguns momentos. Alguns motoristas que passavam próximo a manifestação fizeram um buzinaço como forma de apoio.

A Guarda Municipal e a Polícia Militar (PM) estiveram presentes no local, mas não houve queixas. Durante a passeata, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) desviou o trânsito da avenida para a Rua General Osório.

Por que privatizar?

Este vídeo circulou na internet no dia 4 deste mês, durante a greve dos Correios. Ele mostra um funcionário arremessando as encomendas em um carro da empresa, causando indignação na população.

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O vídeo foi gravado em frente a uma agência na rua Belém, na Zona Leste da capital paulista. Em nota, os Correios afirmaram que os funcionários são instruídos a zelar pela integridade dos objetos transportados e que o procedimento denunciado no vídeo está “totalmente dissociado dos padrões operacionais da empresa”.

Na ocasião, os Correios emitiram uma nota dizendo que “o vídeo mostra um caso isolado de um empregado que não cumpriu as normas de qualidade operacional da empresa”. Assim como em 2017, a Correios comunicou que vai realizar uma apuração e que medidas disciplinares contra esse comportamento serão adotadas. 

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