Um homem negro foi espancado e morto por dois homens brancos, um deles era policial militar e o outro era segurança da loja, em uma unidade do supermercado Carrefour no bairro Passo D’Areia, zona norte de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A vítima é João Alberto Silveira Freitas (Beto), de 40 anos. O socorro chegou a ser chamado, mas ele não resistiu.

Segundo a Polícia Civil do Estado, os dois foram presos em flagrante. O segurança da rede se encontra detido no Palácio da Polícia de Porto Alegre, já o policial precisou ser encaminhado para o presídio da Brigada Militar (BM). Além disso, a funcionária que presenciou de perto o ocorrido também deve prestar depoimento. Ademais, a polícia irá analisar as imagens que circulam nas redes sociais e das câmeras de segurança do local.


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A rede Carrefour emitiu a seguinte nota: “O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comendo da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.”

Assassinato brutal às vésperas do Dia da Consciência Negra reforça a necessidade do combate ao racismo

Homem negro é espancado até a morte por dois seguranças brancos em supermercado da rede Carrefour de Porto Alegre - foto: reprodução
Homem negro é espancado até a morte por dois seguranças brancos em supermercado da rede Carrefour de Porto Alegre – foto: reprodução
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Às vésperas do Dia da Consciência Negra, o assassinato de um homem negro chamou a atenção de todo o Brasil para as causas antirracistas. A data será comemorada com lamentos e gritos de protestos. Milhares de pessoas utilizaram as redes sociais para falar sobre o assunto e pedir justiça.

Em Porto Alegre, um protesto está sendo organizado para acontecer nesta sexta-feira, 20, Dia da Consciência Negra. Manifestantes estarão em frente a loja da rede. Em outros estados, o mesmo vem acontecendo, como é o caso do Rio de Janeiro, onde mais de 2 mil pessoas se engajaram para comparecer ao Carrefour da Barra. Manifestações semelhantes também estão ocorrendo em Brasília.

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Por outro lado, o vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão, afirmou hoje que no Brasil “não existe racismo”. A fala gerou repercussão ante ao assassinato de um homem negro espancado por dois seguranças dentro de um supermercado.

“Lamentável, né? Lamentável isso aí. Isso é lamentável. A princípio, é segurança totalmente despreparada para a atividade que ele tem que fazer […] Para mim, no Brasil não existe racismo. Isso é uma coisa que querem importar aqui para o Brasil. Isso não existe aqui”, disse Mourão.

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