Indicação filme Netflix da semana – Passageiros: resenha crítica

A indicação de filme Netflix da semana é Passageiros, uma obra de ficção científica misturada com drama, escrita por Jon Spaints e dirigida por Morten Tyldum.
G M Rhaekyrion - 17 de Dezembro de 2019 às 12:40:43 , atualizado ás 4:46 PM
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A indicação de filme Netflix da semana é Passageiros, uma obra de ficção científica misturada com drama, escrita por Jon Spaints e dirigida por Morten Tyldum.

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Protagonizada, nada mais, nada menos, por Jennifer Lawrence (Aurora Lane), que brilhou em Jogos Vorazes, e Chris Pratt (James Preston), que interpreta Peter Quill em Guardiões da Galáxia e demais filmes Marvel.


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Além de Laurence Fishburne (Gus Mancuso), famoso por sua participação na trilogia Matrix, que mostra sua desenvoltura de ator em um comandante de primeira.

Indicação filme Netflix da semana – Passageiros: resenha crítica
(deviante.com.br)

O filme está disponível para assistir na Netflix e é do gênero de aventura, drama e romance, com estreia em 5 de janeiro de 2017.

De origem Americana, o filme se passa em uma nave que tem o destino de chegar a um planeta novo, com uma nova colônia de humanos para habitá-lo.

Pois a Terra está colapsando por falta de recursos e sobrecarga de pessoas viventes.

Nessa nave são levados 5 mil habitantes e a tripulação completa, que está adormecida e programada para acordar um mês antes do pouso no novo planeta, mas as coisas não saem tão bem assim.

Uma série de falhas e panes fazem a capsula de James Preston acordá-lo e ele é o único que sofreu com esse defeito na nave.

Sozinho, com 90 anos para viver até que chegue ao planeta de destino, James coloca em evidência a dependência humana de se viver em sociedade.

Resenha Crítica

Primeiramente, não é um filme que me desperta muito interesse, pelo ponto de vista dramático que ele aborda.

Possui um cenário muito bom, uma trama muito boa e atores que considero muito bons e que interpretam bem seus personagens.

Apesar de ter assistido com o pé atrás, me impressionei com a qualidade do enredo, que revela várias críticas ao desgaste da Terra pelos seres humanos e como somos predadores vorazes consumindo todos os recursos.

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(veja.abril.com.br)

Bem como é citado por James, que no mundo onde viviam (Terra) as coisas são descartáveis e que ele, quanto mecânico, e desprezado por não precisar consertar nada, viveria em um mundo onde seus serviços seriam necessários.

O ato de se trocar, nunca consertar, apenas trocar por um novo, que vivemos hoje em dia, tanto de objetos quanto no lado sentimental, é um reflexo do consumismo desenfreado e da ideia morderna de que as coisas e as pessoas são substituíveis.

Gostei de abordar essa crítica, esse ponto de vista e fazer pensar a respeito das relações descartáveis.

Sentimento de solidão

O outro quesito, que leva muito a pensar como nos sentimos sozinhos e como dependemos de relacionamentos para sobreviver, é o tempo que James passa sem companhia.

Ele tem robôs, tem entretenimento, comida pronta, bebidas que quiser, filmes e centros de atividade física, mas ninguém para partilhar.

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Apesar de ter passado bem o típico naufrágio sofrido por James, senti falta de me envolver melhor com o jeito do protagonista, com seu intelecto de um modo geral.

Mas não criei muitas expectativas para esse desenvolvimento, eu meio que previ que seria focado mais no romance.

As mentiras

Ao decidir acordar Aurora, James primeiro passa muito tempo analisando-a em vídeos e históricos gravados, sobre quem ela decidiu mostrar diante daquelas telas, por assim dizer.

E é quase como se estivesse escolhendo um sapato na vitrine, testando uma roupa.

Que primeiro foi aparência e depois a prova para saber se ficou bem vestido.

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(pipocasclub.com.br)

Não gostei desse tópico, mas não foi tão grave assim, pois Aurora é um mulher decidida, uma mulher que quer viver aventuras e não abre mão dos seus sonhos.

E que, ao saber que foi acordada, depois do romance inteiro ao lado de James e crendo que foi uma pane no sistema, ela o abandona em prol da sua vida, dos planos que construiu e lhe foram arrancados pela solidão de alguém.

Sua vida em primeiro lugar

Como escritora, Aurora tinha o sonho de escrever a aventura de morar em outro planeta como uma viajante peregrinando.

Queria mostrar ao futuro, pois ela passaria mais de cem anos para chegar a nova colônia, o que foi essa viagem, essa nova vida.

Perder a chance de viver nesse novo lar por causa da solidão de alguém foi bem chocante para ela e sua decisão é não ficar com James por ele ter a roubado seus sonhos e mentido.

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(pinterest.com)

Nesse quesito penso em duas coisas: sua carreira e anseios em primeiro lugar, depois as pessoas com quem você decide viver e que elas não podem atrapalhar o primeiro tópico.

Em seguida fico a observar como muitos relacionamentos começam assim: uma busca por aparência, por alguém nas redes sociais – que só mostra o que querem, só o lado positivo – e depois uma criação de expectativas que preenchem aquilo que não sabemos com sentimentos que desejamos ter em nós mesmos.

Essas pequenas projeções feitas na “imagem” de terceiros é o maior causador de relacionamentos falidos, sem éxito e descartáveis.

Você não é a mateade de alguém, você precisa ser inteiro sempre.

A tragédia

Apesar de ser um final feliz, o filme mostra essas reflexões, principalmente sobre a conduta de relacionamentos que criamos.

Além de passar a mensagem que não precisamos nos adequar ao sistema como ele é para sermos felizes, muito menos precisamos enfrentar uma briga falida.

Basta viver conforme acreditamos e fazendo as mudanças necessárias para colher um futuro melhor.

Em uma nave cheia de metal e aço, longe de qualquer contato com seres vivos, James e Aurora souberam criar uma realidade melhor, mais bonita.

E essa mensagem de que quem cria a felicidade é você mesmo foi o que me fez gostar do filme.

Passageiros

Está disponível na Netflix e vale a pena conferir.

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Postado por: G M Rhaekyrion
Escritora de ficção e fantasia, colunista de site em entretenimento, moda, saúde, beleza e bem-estar. Bióloga por formação, pela Universidade Federal de Alagoas e, eventualmente, faço criticas narratológicas para escritores de ficção.