O ex-governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), junto com mais oito pessoas tiveram seus bens bloqueados. A suspeita é de que houve corrupção em contratos na antiga gestão. A investigação é feita pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba.

Com a determinação do Juiz José Guedes Calvacanti Neto, da 3ª Vara Criminal de João Pessoa. Foi bloqueado em torno de R$ 6,5 milhões em bens do ex-governador. O grupo é acusado de participarem uma suposta organização criminosa.


RELACIONADAS



Antes de mais nada também foram alvos da decisão judicial o Waldson de Souza, Ney Suassuna, Fabrício Suassuna, Aracilba Rocha, Edmon Gomes da Silva Filho, Saulo de Avelar Esteves, Gilberto Carneiro da Gama e Sidney da Silva Schmid. Contudo, no total, foram bloqueados por volta de R$ 22,3 milhões das contas dos investigados.

Loading...

Vale mencionar que o ex-governador é acusado de organização criminosa e desvio de R$ 134 milhões do dinheiro público durante seu mandato. Confira abaixo os valores que serão bloqueados, após a determinação do juiz:

Valores que deverão ser bloqueados dos investigados. (Imagem: Reprodução)
Valores que deverão ser bloqueados dos investigados. (Imagem: Reprodução)

Ricardo Coutinho: A ação é decorrente da Operação Calvário!

A operação Calvário investigou a fraude em contratos em troca pagamentos de propina ocorridos na gestão de Ricardo Coutinho, desde o ano de 2008. A ação judicial ocorrida hoje foi para o bloqueio de bens a pedido do Ministério Público que se baseiam nos recursos desviados das contratações.

Ademais, a denuncia feita diz:

“No caso concreto, o grupo atuava de forma organizada e em colaboração. Passaram vários anos na gestão do governo do Estado da Paraíba, havendo fortes indícios de que os contratos indicados nos autos foram realizados de forma fraudulenta, beneficiando os indigitados em aporte financeiro milionário, consoante demonstrado na cautelar”

Em decisão o juiz escreveu:

“Pelos depoimentos em colaboração de um dos integrantes do grupo, havia repasse mensal de valores para cada participante da organização e essa situação perdurou por muitos anos. Assim, os indícios de que houve locupletação de dinheiro público são fortíssimos, tendo os imputados como os principais suspeitos de serem os beneficiados pela atividade ilícita desenvolvida na administração do governador Ricardo Coutinho”

Por fim, em outro trecho da decisão judicial afirma:

“Alternativamente, na hipótese de não ser encontrado valores nas contas bancárias, proceda-se o bloqueio de veículos registrados em nome dos representados via RENAJUD e,sendo infrutífera a ação, proceda-se o sequestro de bens imóveis registrados em nome dos imputados”
Loading...

Leia essa e outras notícias em A Folha Hoje.

Loading...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui