Marcha da Consciência Negra, iniciada após a morte de João Alberto Freitas, asfixiado por seguranças de um Carrefour em Porto Alegre-RS, acabou gerando uma onde de protestos em vários lugares. Foram registrados atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Brasília, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais

Em São Paulo, teve depredação de uma unidade Carrefour no bairro dos Jardins. Alguns manifestantes atiraram objetos, destruíram a fachada e queimaram parte do estoque. Clientes que estavam realizando compras no momento do vandalismo tiveram que se proteger no fundo da loja.


RELACIONADAS



A manifestação, inicialmente pacífica, seria para protestar contra a morte de Alberto e cobrar uma resposta das autoridades. O ato foi realizado pela Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), pelo Movimento Negro Unificado (MNU) e outros integrantes do movimento negro.

Loading...

Mais sobre os protestos contra o Carrefour

Protestos no Carrefour
Protestos no Carrefour. (Imagem: Divulgação)

O protesto iniciou na Avenida Paulista, em frente ao Masp. Um grupo de pessoas se reuniu, levando cartazes que diziam “Vidas Negras Importam”“Racismo é o Vírus”, e “Justiça por João Beto”.

A entrada do Carrefour da rua Pamplona, em SP

Além de lideranças do movimento negro, alguns políticos também aderiram à causa, como a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL), a vereadora eleita Erika Hilton (PSOL) e Orlando Silva (PCdoB).

Loading...

Depois do pedido dos organizadores para os manifestantes interromperem a depredação do Carrefour, a manifestação foi encerrada.

Carrefour em São Paulo

E em Minas Gerais, os manifestantes se reuniram na frente de uma unidade do supermercado, no centro da cidade. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, eles espalharam cartazes no chão com mensagens antirracistas. 

Protesto em um hipermercado no Rio de Janeiro

Manifestantes foram até uma loja do Carrefour na Asa Sul, em Brasília pedindo que os clientes não fizessem compras no supermercado. Além disso, levantavam cartazes com frases como “vidas negras importam”. Um grupo também protestou em frente à uma unidade do supermercado em Fortaleza.

Protesto em frente ao Carrefour em Porto Alegre (RS)

Nota do Carrefour na íntegra

O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

Loading...

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais”.

Loading...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui