Nesta sexta-feira (18) a rede Magazine Luiza abriu as inscrições para o processo seletivo de Trainee 2021 com o objetivo de formar futuras lideranças para a empresa, recrutando universitários e recém-formados de todo Brasil.

Entretanto, as vagas serão exclusivamente para candidatos negros, o que gerou grande repercussão nas redes sociais. A ideia principal da Magazine Luiza é promover a inclusão e igualdade de oportunidades.


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Muitos criticaram a postura da empresa, assumindo que definir critérios raciais como pré-requisitos para um processo seletivo é uma medida racista e recorreram a Constituição Brasileira para comprovar seus argumentos.

Por outro lado, outros tentaram explicar que o “racismo reverso”, ou seja, contra brancos, não existe. Por definição, racismo reverso ocorreria quando uma pessoa branca é discriminada por sua cor, direta ou indiretamente, como acontece frequentemente com pretos, pardos e asiáticos.

O que diz a lei?

Deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ)
Deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ)

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) utilizou suas redes sociais para se opor ao “racismo do bem” imposto pela Magazine Luíza. Em suas conta do Twitter, o parlamentar informou que apresentou uma representação ao Ministério Público contra a rede de lojas.

Advogados apontam que o programa da Magazine Luiza fere a legislação. Para justificar seus argumentos utilizaram dois Artigos. O Inciso IV do Artigo 3 da Constituição Federal de 1988, que diz o seguinte:

Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

O Artigo 373A do Decreto Lei nº 5.452 de 01 de Maio de 1943 também foi ressaltado, ele afirma que é proibido:

“Publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo, à idade, à cor ou situação familiar, salvo quando a natureza da atividade a ser exercida, pública e notoriamente, assim o exigir; 

Posição da Magazine Luiza

A Magazine argumenta que tem um quadro de funcionários constituído por 53% de pretos e pardos. Desses apenas 16% deles ocupam cargos de liderança, por isso há a necessidade de mudar o cenário.

Por isso, queremos desenvolver talentos negros como nossas futuras lideranças e ajudar a ampliar a voz da negritude no processo de digitalização no Brasil“. Disse e empresa.

Alguns parceiros ajudaram a elaborar o programa, a campanha e seleção, tais como: Indique Uma Preta, Goldenberg, Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), Faculdade Zumbi dos Palmares e Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil, todos dedicados à inclusão e combate ao racismo.

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