O filho do vice-presidente Mourão, Antônio Hamilton, foi promovido de maneira súbita ao cargo de assessor especial do presidente do Banco do Brasil e provocou uma onda de críticas, polêmicas e desconfiança. Diante da repercussão, o braço direito de Bolsonaro se explicou ao presidente da República sobre o caso.

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Promoção do filho de Mourão

Mourão oferece explicação para Bolsonaro sobre súbita promoção do seu filho no Banco do Brasil
Mourão oferece explicação para Bolsonaro sobre súbita promoção do seu filho no Banco do Brasil

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Na última terça-feira (08) foi comunicada a promoção de Antônio Hamilton Mourão, filho do vice presidente, para o cargo de assessor especial. Com a nova posição, ele irá começar a receber um salário de R$36 mil, que é o triplo do que recebia até então.

A medida adotada e defendida pelo vice-presidente e pelo próprio comando do Banco do Brasil, gerou uma grande onda de polêmicas sobre o atual governo.

A repercussão foi tamanha, que Mourão teve de se explicar para Bolsonaro, que teve como base da sua campanha política um discurso crítico sobre os privilégios governamentais e a meritocracia dentro do serviço público. No entanto, o presidente não comentou nada a respeito do assunto.

Mourão diz que a promoção foi por mérito

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De acordo com Mourão, a promoção dada ao seu filho foi por mérito. O motivo dela não ter ocorrido anteriormente à sua posse, foi porque Antônio Hamilton teria sido vítima de uma dura perseguição por ser filho de Mourão.

Ainda segundo o vice-presidente, Antônio é um funcionário com mais de 19 anos de experiência no Banco do Brasil, que estava há 11 anos na Diretoria do setor de Agronegócios da instituição. Foi após a posse do presidente do banco, Rubem Novaes, que ele teria sido promovido a assessor.

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Promoção gera estranheza em funcionários do BB

A súbita promoção concedida a Antônio Hamilton foi vista com grande estranheza pelos demais funcionários do BB. Segundo eles, esse tipo de cargo exige um nível muito alto de conhecimento específico sobre a instituição.

Além disso, os outros funcionários que ocuparam o cargo, tiveram postos de destaque dentro da instituição antes serem promovidos a assessores especiais da presidência, algo que não aconteceu com o filho de Mourão.

Uma prova disso é que a ex-assessora especial, Marília Prado de Lima, ocupou o cargo de superintendente do Varejo e Governo do banco em Brasília. Somado a isso, Sidney Passeri, que também foi assessor, ocupou o cargo executivo de gerente do BB antes da promoção.

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