Presidente Bolsonaro poderá ser investigado devido a suposta funcionária fantasma. O pedido para investigação foi entregue nesta quinta-feira (28) por Carlos Henrique Martins, procurador da República do Distrito Federal à PGR.

Na solicitação, Martins solicita que o Chefe de Estado seja investigado por crimes de desvio de dinheiro público e improbidade administrativa.


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Solicitação de investigação

MPF entra com pedido de investigação de Bolsonaro sobre funcionária fantasma (foto: internet)
MPF entra com pedido de investigação de Bolsonaro sobre funcionária fantasma (foto: internet)

Após a solicitação de investigação, caberá à própria PGR decidir se irá ou não dar abertura ao inquérito e começar a investigar o presidente Bolsonaro. Segundo informações, o que motivou a investigação foi a suspeita de que Jair tivesse empregado uma funcionária fantasma.

Ela trabalhava como assessora parlamentar do então deputado federal em Brasília no período correspondente a 2007 e 1016. Isso porque, foram encontrados registros de frequência integral de Nathália Queiroz no gabinete da Câmara dos Deputados.

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No entanto, nesse período ela seguia um horário comercial ao trabalhar como personal trainer na cidade do Rio de Janeiro. A suspeita aumenta ainda mais pelo fato dela ser filha de Fabrício Queiroz, que é o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro.

Queiroz continua sendo alvo de uma investigação do Ministério Público do Rio devido a movimentações financeiras atípicas para as contas do próprio Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

Supremo pode investigar Bolsonaro

MPF entra com pedido de investigação de Bolsonaro sobre funcionária fantasma (foto: internet)
MPF entra com pedido de investigação de Bolsonaro sobre funcionária fantasma (foto: internet)

O procurador Carlos Lima declarou que, apesar de Bolsonaro não poder responder por atos anteriores ao seu atual mandato, será de responsabilidade de Raquel Dodge analisar a solicitação de investigação e dar andamento a mesma sem que uma ação penal precise ser aberta, enquanto Jair Bolsonaro estiver no cargo de presidente.

Ele ainda ressaltou na sua solicitação que o crime de improbidade não está inserido na imunidade presidencial, como consta na Constituição. Por isso, o presidente pode ser investigado tanto na esferas penal, quanto na cível.

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Caso seja confirmada a irregularidade, será preciso aguardar uma posição sobre a suspeita de ação criminal, para evitar um conflito com os encaminhamentos dados na esfera cível. No documento, o procurador solicitou que o prazo de prescrição ficasse suspenso até que a suspeita de improbidade seja devidamente analisada.

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