Em meio à forte onda de protestos antirracistas que vem ocorrendo nos últimos meses nos Estados Unidos, um grupo de mulheres autointituladas “Women for America First” – algo como “Mulheres pela América Primeiro” – vem virando notícia nas últimas semanas.

O primeiro caso de grande repercussão surgiu após uma tentativa frustrada de tentar pintar uma mensagem escrita “empowered” – traduzida como “emponderada” -, pintura que seria feita em uma das principais ruas da cidade de Nova Iorque, a Times Square.


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Contudo, a ação não ocorreu, e elas acabaram sendo impedidas pelas autoridades locais, o que causou forte insatisfação no grupo.

Imediatamente, elas recorreram aos tribunais, e abriram um processo alegando que a “Black Lives Matter” teria pintado à frente da Trump Tower – um importante edifício nova-iorquino construído pelo empresário e atual presidente Donald Trump.

Além disso, o processo argumenta que o prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, não pode permitir que as palavras da “Black Lives Matter” sejam pintadas, e logo em seguida, impedir que elas pintem a frase “Envolver, inspirar e empoderar as mulheres a fazer a diferença!” nas ruas.

Bill de Blasio intervém pelo “Black Lives Matter”: ‘Eu acho que transcende qualquer noção de política’

"Women for America First": grupo de mulheres pró-Trump saem às ruas em manifestações - foto: reprodução
“Women for America First”: grupo de mulheres pró-Trump saem às ruas em manifestações – foto: reprodução

O grupo “Women for America First” também alega que o Tribunal Federal de Manhattan violou os seus direitos de Primeira Emenda ao escolher quais mensagens podem ser escritas nas ruas.

Sobre o caso, o advogado do grupo, Ronald Coleman, comentou a situação: “A conduta de Blasio, como alegada neste documento, pretende ser um gesto político para o movimento BLM [Black Lives Matter] e aqueles que simpatizam com isso, a fim de melhorar suas perspectivas futuras como candidato democrata a um cargo ou nomeado e mobilizar o apoio do BLM aos democratas, incluindo nas eleições presidenciais de 2020.”

Por outro lado, Bill de Blasio se defende das afirmações, e comenta sobre os protestos antirracistas: “Eu acho que é uma mensagem sobre o respeito humano e o valor dos seres humanos e abordar o fato de que um grupo entre nós em particular foi desvalorizado por séculos. E isso não pode continuar. .”

Em torno disso, se abriu um debate sobre a neutralidade política dos protestos, sobre a igualdade de expressão que vem sendo moderada pelos governantes.

Alguns murais do Black Lives Matter acabaram sofrendo vandalismo nos Estados Unidos

Nos últimos dias, alguns vídeos andam circulando nas redes sociais. Neles grupos aparecem vandalizando os murais pintados pelo grupo Black Lives Matter.

Abaixo, um casal pró-Trump foi filmado desfigurando uma das pinturas do BLM. Enquanto espalha tinta, a mulher chega a xingar as outras pessoas que tentam impedir a ação.

Em outra gravação, um policial acabou se ferindo ao escorregar na tinta preta lançada pela mulher. Ao cair, ele chega a bater a cabeça, mas foi informado que ele passa bem. Veja abaixo.

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