Após suspeitas, governo suspende contrato de compra da Covaxin

Depois de uma série de suspeitas de irregularidades em seu contrato de compra, a vacina indiana Covaxin teve contrato de compra suspenso; entenda

Por: Gabriel Brolli - Jornalista
29/06/2021 às 20:03 - atualizado em 29/06/2021 às 20:03

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O contrato de compra da vacina indiana Covaxin está suspenso. O Ministério da Saúde informou a medida nesta terça-feira (29), depois de recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU).

O governo afirmou que ainda não encontrou irregularidades no contrato, mas as suspeitas instigaram o órgão a realizar uma investigação mais profunda.

A suspensão vem depois de uma grande polêmica acerca do contrato de compra da Covaxin. Afinal, o deputado Luís Miranda (DEM-DF) depôs na CPI da Covid, e alegou pressões suspeitas para a contratação da vacina indiana.

Após suspeitas, governo suspende contrato de compra da Covaxin
Após suspeitas, governo suspende contrato de compra da Covaxin (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Segundo ele, houve alguns problemas e suspeitas no processo de importação da vacina, como uma tentativa inicial de pagamento adiantado e a surpresa pelo investimento em um imunizante sem comprovação de eficácia.

O que ficou conhecido como “Caso Covaxin” ainda gera grande alarde entorno de Bolsonaro. Isso porque o deputado Luís Miranda e o seu irmão, Luís Ricardo Miranda, avisaram o presidente em março sobre indícios de ilegalidade no contrato de compra da vacina.

O contrato estipulava cerca de 20 milhões de doses a um valor de R$ 1,6 bilhão. Essa seria a vacina mais cara adquirida pelo governo, sendo US$ 15 a dose, enquanto a Astrazeneca/Oxford foi comprada por, praticamente, metade desse preço.

Além disso, a Covaxin ainda não possui aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nem qualquer reconhecimento internacional.

Dessa forma, os senadores entendem que Bolsonaro prevaricou ao não comunicar essa possível regularidade. Prevaricação é um crime prescrito pelo Código Penal brasileiro, que pune o funcionário público que retarda a prática de ato de ofício por interesse pessoal.

Assim, resta aguardar as próximas novidades sobre o caso. Com informações da Agência Brasil.

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Gabriel Brolli
Gabriel Brolli é jornalista. Com experiência em tradução, redação e produção de conteúdo para redes sociais, já colaborou para grandes veículos de comunicação. Saiba mais sobre Gabriel em seu perfil!