Pai de primeira viagem, Flávio Antunes comemora data com Luz

Jornalista é pai de Luz com a personal Paula Miranda

Por: Fredson Navarro - Jornalista
06/08/2021 às 11:48 - atualizado em 06/08/2021 às 00:08

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No próximo domingo, 8 de agosto, será comemorado o Dia dos Pais. Uma data muito especial que tradicionalmente reúne as famílias para celebrar a data com o patriarca. Mesmo durante a pandemia a data deve ser celebrada, quem não mora com o pai pode fazer homenagens através das redes sociais, videochamadas e ligações. Pode ainda mandar aquele presentinho especial para ele.


O jornalista Flávio Antunes que é pai de primeira viagem está muito feliz e vibra com a data que vai comemorar pela primeira vez com a pequena Luz de apenas 10 meses.

“Sempre quis ser pai e estou muito feliz com a chegada de Luz. Chegou na hora certa, no tempo de Deus. Estou curtindo cada momento mágico ao lado desta linda menina que chegou para fortalecer ainda mais meu casamento com Paula Miranda. A criança foi muito esperada por nós e é um presente de Deus. Chegou trazendo mais alegria e esperança para todos. É a primeira neta das duas famílias”. Orgulha-se o jornalista.

Flávio é editor do Balanço Geral, da TV Atalaia, tem uma vida corrida e encontra na filha o equilíbrio. “Estar com ela é sempre a melhor hora. Eu esqueço de tudo e fico em conexão com minha filha. Parece que os problemas somem e toda a minha atenção fica voltada a ela. Sou um pai muito presente e vamos continuar cada vez mais juntos. Sou amigo da minha filha e estou pronto para orientá-la e ajuda-la sempre. É uma relação eterna de muito amor”, derrete-se, Antunes.

Dia dos Pais
Mas quando foi que o Brasil inventou o Dia dos Pais? Por que comemorar no segundo domingo de agosto? Como é em outros lugares do mundo? Quem veio primeiro, o Dia dos Pais ou o Dia das Mães?

Para entender essa história, é melhor começar por esta última pergunta: o Dia dos Pais, no mundo contemporâneo, veio depois do Dia das Mães – uma comemoração se inspirou na outra, de certa forma. “A origem da comemoração é americana”, crava o psicólogo social Sérgio Silva Dantas, professor de marketing da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

No início do século 20, passou a se comemorar por lá o Dia das Mães, invenção da norte-americana Anna Maria Jarvis (1864-1948), enlutada pela morte da sua mãe. Então houve um desastre: em 6 de dezembro de 1907, uma mina de carvão explodiu em Monongah, Virginia Ocidental, nos Estados Unidos. Destes, 250 eram pais.

Foi uma imensa comoção na região. Em 5 de julho de 1908, na cidade vizinha de Fairmont, ocorreu a primeira celebração em honra aos pais, por iniciativa das famílias que haviam perdido os seus. A homenagem foi realizada na Igreja Metodista da cidade.

Foi longo o percurso para que a data fosse reconhecida como oficial. Em 1913, um projeto de lei tramitou no Congresso americano. O presidente Thomas Woodrow Wilson (1856-1924) gostava da ideia, participou pessoalmente de uma celebração em Spokane, e queria inserir o Dia dos Pais no calendário norte-americano. Parlamentares resistiram. Temiam que a comemoração fosse apropriada pelo comércio.

Em 1924, o presidente John Calvin Coolidge (1872-1933) recomendou que a data fosse festejada em todo o país. “Ele apoiou a ideia nacionalmente”, comenta Dantas.

Diversos projetos foram apresentados ao Congresso para oficializar o Dia dos Pais – sempre barrados. Em 1957, a senadora Margaret Madeline Chase Smith (1897-1995) acusou os parlamentares norte-americanos de “ignorarem os pais”. Ela demonstrava incômodo com o fato de só as mães terem uma data oficial.

A novela chegaria ao fim em 1966, quando o presidente Lyndon Baines Johnson (1908-1973) designou o terceiro domingo de junho para a comemoração do Dia dos Pais. Na gestão de Richard Nixon (1913-1994), em 1972, foi assinada a lei que tornou a data um feriado nacional permanente.

No Brasil
Se no Brasil o Dia das Mães já existia, oficialmente, desde 1932, foi só nos anos 1950 que a ideia de reservar uma data aos pais ganhou força. E a motivação, desde o princípio, foi comercial. “Aqui a data já nasceu com fins comerciais, uma vez que foi uma ideia do publicitário Sylvio Behring, que era diretor do jornal e da rádio Globo e queria atrair anunciantes”, conta o professor Sérgio Dantas. Behring comandou a primeira equipe do Departamento de Arte e Propaganda da empresa.

A primeira comemoração foi no dia 16 de agosto. Durante muito tempo, a data foi utilizada no catolicismo para celebrar o dia de São Joaquim – segundo a Bíblia, pai de Maria, portanto, avô de Jesus Cristo. Atualmente, São Joaquim é lembrado, ao lado de sua mulher, Santa Ana, em 26 de julho – Dia dos Avós.

Mas na hora das compras, as mães estão bem na frente. “O Dia dos Pais disputa com o Dia das Crianças o quarto lugar no calendário comercial”, pontua Solimeo. “Apesar do simbolismo que apresenta, não se compara com outras datas promocionais, como o Natal e o Dia das Mães, porque nessas datas não só o apelo afetivo ou religioso é maior, mas também porque abrangem uma gama muito mais variada de produtos que habitualmente são dados como presente.”

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Fredson Navarro
Fredson Navarro é jornalista, formado em 2005 pela Universidade Tiradentes. Atua no mercado sergipano há mais de 15 anos. Saiba mais sobre Fredson em seu perfil!