Saiba como socorrer uma criança em situação de engasgo

Corpo de Bombeiros ensina manobras que ajudam a salvar vidas.

Por: Marina Fontenele - Jornalista
17/06/2021 às 10:00 - atualizado em 16/06/2021 às 18:11

Compartilhe: faceboook twitter whatsapp

O engasgo é comum principalmente em crianças, pois é nessa fase que estão descobrindo alimentos e também colocam objetos na boca, por curiosidade. A situação pode ser considerada grave e até ocasionar a morte se não houver socorro imediato.

Para que o atendimento seja o mais rápido possível, o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) divulgou um vídeo ensinando manobras para os primeiros socorros. Lembrando que os bombeiros devem ser acionados o mais brevemente possível e que tais conhecimentos não substituem o trabalho dos profissionais.

Os procedimentos variam de acordo com faixa etária, mas manter a calma e acionar o telefone 193 pode fazer a diferença no salvamento. Assista no vídeo abaixo:

Sargento ensina a desengasgar bebê

Pedidos de socorro

Entre 2020 e 2021, o Corpo de Bombeiros atendeu 31 chamadas de emergência relacionadas a engasgos, das quais seis ocorrências foram neste ano.

“As ocorrências de engasgo são muito corriqueiras. O primeiro de tudo é manter a calma, pois o controle emocional fará diferença. O primeiro passo é sempre pedir socorro”, explica a sargento do Corpo de Bombeiros, Marcia Machado.

Corpo de Bombeiros mostra como desengasgar bebê (Foto: CBM/Divulgação)

Tipos de engasgo

A militar orienta que, mantendo a calma, o primeiro passo é observar a criança, para identificar o tipo de engasgo, o que ajudará no salvamento.

“Olhar a criança de frente e observar se tem um engasgo parcial ou total. Como assim? Se ela chora, emite som. Então o que tenho que pensar é que é um engasgo parcial, pois parte do ar ainda passa. Quando é um engasgo total a criança, está sem falar, está roxa e não consegue emitir nenhum tipo de sinal”, detalhou.

Não retirar com a mão

A sargento também ressaltou que sacudir a criança para frente e para trás pode causar ainda mais danos.

“O efeito chicote, do balançar da cabeça da criança, pode lesar a coluna cervical. Isso vai também gerar problemas para a criança. E outra questão é a tentativa às cegas de colocar o dedo na boca para retirar o objeto, pois poderá empurrá-lo ainda mais, saindo de um engasgo parcial para um total”, relembrou.

Manobras diferentes por idade

Ela orientou que há diferenças da forma empregada na manobra de acordo com a faixa etária.

“No bebê, é possível pegar com o braço usar os braços como apoio. Em crianças, mesmo que na fase de bebê sejam mais pesados, é possível usar o colo como apoio. E naquelas crianças que são maiores e que tem uma robustez corporal já é possível fazer uma manobra como a do adulto e não é preciso estar no colo e se usa uma força proporcional para aquele perfil”, detalhou.

Se a criança reagir e emitir som e normalizar a situação é um indicativo que o procedimento deu certo.

Manobra de reanimação

A sargento informou que, quando não se obtiver sucesso na manobra de Helmich – assim chamada a manobra para engasgo -, deve-se mudar a estratégia e iniciar a Reanimação Cardio Pulmonar (RCP).

“Nesse caso, em que pressupõe-se uma Parada Cardio Pulmonar, é feita agora a manobra do RCP, colocando a criança em uma superfície rígida como no chão por exemplo ou numa mesa, e comprime o meio do peito da criança com dois dedos, num ritmo de 100 a 120 por minuto, são duas compressões por segundo. Se a criança continuar sem reação a manobra deverá ser feita até o bombeiro chegar”, informou.

Dúvidas, critícas e sugestões? Fale com a gente
Acompanhe a Folha Hoje nas Redes! faceboook twitter youtube instagram Google News

Marina Fontenele
É jornalista, graduada pela Universidade Tiradentes em 2009 e possui MBA em Comunicação. Já passou pelo G1, Jornal Cinform, Sebrae e TJSE. Saiba mais sobre Marina em seu perfil!