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Dia do Autista é lembrado com ação educacional em Sergipe

Acolhimento aconteceu no Complexo Administrativo e Pedagógico da Seduc.

Para promover a conscientização sobre o Transtorno de Espectro Autista (TEA), a Secretaria de Estado da Educação do Esporte e da Cultura (Seduc), através do Serviço de Educação Inclusiva (Seinc), com o apoio da Divisão de Bem Estar, vinculado ao Departamento de Recursos Humanos (DRH), promoveu um acolhimento no Complexo Administrativo e Pedagógico da Seduc.

“A ação conjunta teve como objetivo chamar atenção para o dia 2 de abril e trazer essa reflexão para a sociedade de que o autismo não é algo que não faça parte do nosso mundo. Como diz a frase do nosso banner, “o autismo é parte do mundo e não o mundo à parte”. Essa é a mensagem que nós da Secretaria de Estado da Educação queremos transmitir: deixar para os nossos servidores, mas também para todos aqueles que compõem a sociedade, de que eles devem ser acolhidos, incluídos e respeitados”, disse Lilian Alves.

Segundo o Censo Escolar, em 2021 a Rede Estadual de Ensino de Sergipe tinha 657 alunos com TEA matriculados. Carlos Eduardo Viana de Deus, aluno do 7º ano do Colégio Estadual Jornalista Paulo Costa, localizado no bairro Bugio, em Aracaju, é um deles.

No total, a Rede Pública Estadual de Educação é composta de 124 salas de recursos multifuncionais; 192 professores com especialização no atendimento educacional especializado; 36 profissionais de apoio escolar I, que atendem a 144 alunos; e 114 profissionais de apoio escolar II, que atendem a 204 alunos. A professora Gilda Correia dos Santos é psicopedagoga com formação no Atendimento Educacional Especializado, responsável pela sala de recursos da unidade de ensino Paulo Costa, e é quem atende, dentre outros jovens e crianças, o estudante Carlos Eduardo.

A professora Gilda Correia ressalta que o Transtorno do Espectro Autista é complexo e exige do profissional muita busca e interesse para atender de forma adequada ao aluno com essa condição. “Quando o estudante é motivado e incentivado, ele consegue aprender. O autismo não significa que ele não vai aprender. Pelo contrário, ele vai aprender do jeito e no tempo dele, e nós precisamos respeitar o tempo desse estudante. É necessário observar o momento de avançar ou o de regredir um pouco porque quando regredimos com esse aluno sabemos que vamos ganhar lá na frente em termos de aprendizagem”, disse.