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Por: Anderson Gomes / há 1 semana

Olimpíadas no Japão são adiadas, comitê propõe nova data

Em meio a pandemia de coronavírus, Comitê Olímpico Internacional decide adiar para 2021, as olimpíadas que ocorreriam em Tóquio este ano.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) acatou um pedido feito pelo primeiro-ministro japonês, Abe Shinzo, para adiar as olimpíadas de Tóquio, que aconteceria este ano no Japão. Em meio a pandemia de coronavírus (COVID-19), a decisão proposta pelo ministro foi unânime para Thomas Bach, o presidente do COI.

Antes de mais nada, a decisão revelou nova data em nota divulgada nesta terça-feira (24) após uma conversa telefônica entre o primeiro-ministro e o presidente da COI, que os jogos aconteceriam no próximo ano, em 2021. Necessariamente, em questão do comitê, ao longo do verão, para preservar a saúde dos atletas.

Em acordo anterior, as olimpíadas de Tóquio teriam início no dia 24 de julho deste ano e se estenderia até 9 de agosto. Esta seria a data prevista para o evento. Assim, a nova data deverá ser marcada entre os meses de junho e setembro, de 2021.

Tal decisão também revela um acordo inusitado, pois a Olimpíada oficialmente chamada de Tóquio-2020 continuará sendo chamada pelo mesmo nome, mesmo ocorrendo em 2021. A organização decidiu então manter o nome do evento por questões comerciais.

Em uma declaração conjunta do Comitê Olímpico Internacional e do Comitê Organizador de Tóquio-2020, é comunicado em nota divulgada no site oficial:

Na circunstância presente, e baseados na informação providenciada pela Organização Mundial da Saúde, o presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da 32ª Olimpíada em Tóquio devem ser reagendados para uma data para além de 2020, mas não depois do verão de 2021, para garantir a saúde de atletas, todos envolvidos nos Jogos e a comunidade internacional.”

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Por medo da pandemia de COVID-19, Canadá não enviaria atletas para as Olimpíadas

Abe Shinzo, primeiro-ministro do Japão, fala sobre o impacto do coronavírus nas olimpíadas, em Londres – Foto: Chatham House

A equipe canadense foi o primeiro comitê olímpico a se posicionar contra a realização dos jogos deste ano. Na noite de ontem, os canadenses se mostraram desfavoráveis a realização do evento em Tóquio, em meio ao risco de contrair o coronavírus. E muitas das equipes se negaram a enviar seus atletas paralímpicos para o Japão.

Além disso, a maior parte dos atletas canadenses demonstravam apoio a decisão do comitê, já que eles priorizavam a própria saúde e a do público, que iriam estar nos estádios olímpicos e nas ruas durante os dias do evento.

Em uma entrevista, a um jornal local do Canadá, a atleta de 31 anos, três vezes medalhista olímpica, Meaghan Benfeito, explicou:

“Competições, podemos movê-las, podemos empurrá-las para trás, mas saúde, não”, frase dita em entrevista a emissora RDI Matin.

Atletas dos jogos de verão se recusam a assumir os riscos da COVID-19 nas olimpíadas de 2020

Tal decisão, compactua em conjunto com a de diversos outros campeonatos que também foram adiados ao redor do mundo. Essas medidas buscam evitar o avanço da epidemia entre a população e o seu amor pelo esporte.

Número de infectados pelo COVID-19 cresce em todo o mundo

“Adie hoje. Conquiste o amanhã”, declaração dada em publicação na página oficial do comitê canadense

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), já registram nessa terça-feira (24), visto que mais de 372 mil casos já foram confirmados em todo o mundo, com 16 mil mortes relacionadas ao vírus. Só na China, o número de infectados pelo coronavírus ultrapassam 80 mil, sendo o país mais afetado e o epicentro da pandemia.

No Brasil, temos 2.201 casos confirmados e 46 mortes relacionadas com o novo coronavírus. Além disso, a maior parte dos casos e mortes, se concentram nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Um aumento de 35% nas mortes relacionadas a doença, em comparação com o levantamento anterior. Este balanço foi divulgado hoje, terça-feira (24), pelo Ministério da Saúde.

Contudo, estima-se que o pico da epidemia, no Brasil, venha ocorrer em meados do mês de abril. Os governos estaduais já adotaram algumas medidas preventivas sobre o caso. A principal dela é coibir as atividades comerciais ao público, afim de evitar aglomerações. Assim, apenas os serviços indispensáveis ficarão em funcionamento.

Abaixo, alguns serviços essenciais que poderão estar disponíveis durante a medida de quarentena:

  • manutenção;
  • segurança (pública e privada);
  • hospitais;
  • clinicas (casos urgentes);
  • industrias;
  • farmácias;
  • supermercados;
  • mercadinhos;
  • transportadoras;
  • postos de gasolina;
  • serviços de entrega de comida (delivery);
  • oficinas;
  • transportes públicos, de forma reduzida;
  • transportes particulares (incluindo motoristas de aplicativo);
  • call center;
  • veterinários;
  • bancas de jornais;
  • lotéricas;
  • bancos.
Transmissão AO VIVO do Ministério da Saúde sobre os casos de coronavírus (COVID-19) no Brasil – Vídeo/YouTube: TV BrasilGov
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