Operação das fake news: Eduardo Bolsonaro defendeu “medida enérgica”
O deputado Eduardo Bolsonaro criticou a operação autorizada pelo STF no inquérito das fake news. Entidades e partidos reagiram ao discurso do parlamentar.
Joey Phillipe - 28 de Maio de 2020 às 21:28:54

Nesta quarta-feira (27), o deputado Eduardo Bolsonaro(PSL-SP) participou de uma transmissão ao vivo pela internet, na qual tratou sobre a operação na Polícia Federal, referente ao inquérito das fake news. A referida operação teve autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Alexandre de Moraes.

Em sua fala, Eduardo Bolsonaro afirmou que a determinação do ministro foi criminosa. Bem como, defendeu uma medida enérgica, e chegou a falar, inclusive, em ruptura.


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“Eu até entendo quem tem uma postura mais moderada, vamos dizer, para não tentar chegar um momento de ruptura, um momento de decisão ainda maior, um conflito ainda maior. Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos. Mas, falando bem abertamente, opinião do Eduardo Bolsonaro: não é mais uma opinião de se, mas, sim, de quando isso vai ocorrer. E não se enganem, as pessoas discutem isso”, argumentou o deputado.

“Suspender esse inquérito não basta. A gente vai ter que correr atrás pra punir porque isso é abuso de autoridade. Enquanto policial federal, se eu pego a minha arma, boto na cara de alguém, de uma pessoa inocente, eu não tenho direito de fazer isso. Isso é um crime. Os ministros do STF, não os ministros do STF, o ministro Alexandre de Moraes, o que ele fez hoje [ontem] é um crime. Quando chegar a um ponto em que o presidente não tiver mais saída e for necessária uma medida enérgica, ele é que será taxado como ditador”, continuou.

Contudo, o gabinete de Alexandre de Moraes afirmou que o ministro não irá se manifestar sobre as falas do deputado.

Confira algumas manifestações sobre o discurso de Eduardo Bolsonaro
Operação das fake news: Eduardo Bolsonaro defendeu “medida enérgica” – Foto: Correio 24 Horas

Primeiramente, líderes de alguns partidos manifestaram-se sobre as declarações de Eduardo Bolsonaro. A exemplo de Fernanda Melchionna, líder do PSOL na Câmara, que declarou o discurso do deputado como sendo inconstitucional.

“A declaração ontem de Eduardo Bolsonaro, dizendo que haverá uma ruptura institucional , a organização dessas milícias que estamos vendo, grupos cada vez menores socialmente, mas perigosos, que ameaçam todo tempo a imprensa, as liberdades democráticas, o Supremo, o Congresso Nacional, colocam uma situação extremamente delicada no país. É preciso que as instituições deem uma resposta à altura no combate ao autoritarismo”, declarou a deputada.

Assim como, o partido Democratas afirmou, por meio de Nota, que  “acompanha, com apreensão, o momento atual e acredita que a única saída está no diálogo e na união de todos.” “O país precisa de equilíbrio e responsabilidade, não de radicalizações ou ameaças. Condenamos e combateremos qualquer tentativa de intimidação às instituições do nosso país”, diz a nota.

Além disso, o partido declara que “é inaceitável tratar qualquer defesa de ruptura institucional como solução para esse momento de crise.”“A defesa intransigente da democracia está no DNA do Democratas. Na nossa opinião, a democracia é um valor absolutamente inegociável.”

Assim como, Felipe Santa Cruz, o presidente da Ordem de Advogados do Brasil, que divulgou em uma rede social: “Eduardo Bolsonaro confessa a existência de um movimento para promover a ruptura democrática. A índole ditatorial da família continuará sendo contida pelas instituições e eles provavelmente seguirão os ‘esperneios autoritários’, sem lastro, sem argumento e principalmente sem moral.”

Operação das fake news: Eduardo Bolsonaro defendeu “medida enérgica”

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Postado por: Joey Phillipe
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