Nesta quinta-feira (22), o partido Cidadania anunciou que vai entrar com um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) caso ele não autorize a compra de vacinas contra a COVID-19. O plano está sendo avaliado pela cúpula do partido e pretende observar quais serão os próximos passos do governo.

A discussão teria iniciado após Bolsonaro anunciar que “o povo brasileiro não seria cobaia de ninguém”, negando que a vacinação seria obrigatória, e que fez o cancelamento do protocolo de intenções da aquisição da Coronavac, imunizante que está sendo desenvolvido através da parceria do Butantan e da Sinovac Biotech.


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De acordo com o presidente do partido da Cidadania, Roberto Freire, se for realmente comprovada a eficácia da vacina e Bolsonaro barrar o financiamento da mesma, esta ação poderia ser enquadrada como crime de responsabilidade, podendo passar pela aprovação do processo de impeachment do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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Crime de responsabilidade, durante ainda o curto mandato do presidente, tem a granel. Se essa vacina for atestada do ponto de vista científico como eficaz e ele tentar impedir, não é nem crime de responsabilidade, é crime comum para ser processado por atentado à saúde e à vida dos brasileiros“, ressaltou Roberto.

Bolsonaro mantém pulso firme contra vacina, agradece OMS e manda indireta pra Doria

Bolsonaro cancela protocolo de intenções da Coronavac e menciona diretora da OMS contra vacinação obrigatória - foto: reprodução
Bolsonaro cancela protocolo de intenções da Coronavac e menciona diretora da OMS contra vacinação obrigatória – foto: reprodução

Em entrevista à apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar ser contra a obrigatoriedade da vacina. Na ocasião, o presidente chegou a mandar uma indireta para o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e parabenizou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por concordar com a ideia.

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Em seu Twitter, Bolsonaro gravou um vídeo aos seus apoiadores dizendo: “Ontem a OMS se manifestou contra a obrigatoriedade da vacina, e diz que é contra medidas autoritárias. Quer dizer que a OMS se manifestou depois que eu já havia me manifestado.

E acrescentou: “Então dessa vez eles estão se informando corretamente, talvez me ouvindo até, né? Então nós temos a certeza que não voltaremos atrás nessa decisão. Certamente, impor medidas autoritárias só pra esses nanicos projetos ditadores, como esse cara de São Paulo aí“, disse, em indireta à João Doria.

E continuou: “Então não ouvi dizer, e acho que vocês também, nenhum chefe de Estado do mundo dizendo que iria impor a vacina quando ela tiver. É quase uma maneira de levar terror junto à população. Até porque, impor uma vacina que não tem um certo tempo de comprovação científica, fica muito difícil“, ressaltou.

Por fim, comentou: “E quando esse governador (João Doria) fala, ele em vídeo, que iria obrigar 40 milhões de paulista a tomar a vacina, ele causou pânico nesse pessoal. É um direito de cada um tomar ou não. E outra coisa, uma irresponsabilidade do governador porque não existe uma vacina ainda eficaz, e em nosso caso, além de não existir uma comprovação científica, também não foi ratificada pela, obviamente, ou pratificada pela nossa Anvisa. Então parabéns a OMS. Começaram a acertar. Estão começando agora a se informar melhor antes de emitir um juízo, uma sugestão ou uma medida aí que atinge a todos do mundo, tá ok?“, disse.

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