Polícia Federal indicia Aécio Neves e mais onze pessoas
Nesta quinta-feira, 07 de maio, a Polícia Federal indiciou Aécio Neves e outras onze pessoas por superfaturamentos em construção.
Por: Joey Phillipe / 07 de Maio de 2020 às 22:42:44

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Nesta quinta-feira, 07 de abril, a Polícia Federal indiciou, o deputado federal Aécio Neves e mais onze pessoas, sendo acusados por corrupção passiva e ativa, desvio de recursos públicos e falsidade ideológica. Os atos ilegais teriam ocorrido no período de construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais. De acordo com informações do G1.

O relatório da PF, encaminhado hoje à Justiça Estadual, aponta que o processo licitatório foi direcionado visando que determinado grupo de empreiteiras vencesse a licitação. Assim como, existem indícios de que recursos públicos tenham sido desviados, através de falsas contratações, as quais não prestaram serviços na construção.

Portanto, a investigação revelou que foram totalizados quase R$ 747 milhões em prejuízo aos cofres públicos. Além disso, as onze pessoas indiciadas junto a Aécio Neves são os representantes das empreiteiras envolvidas no esquema.

Inicialmente, o orçamento para construção da Cidade Administrativa foi calculado em R$900 milhões. No entanto, o Tribunal de Contas do Estado declara que o valor de custo da obra ultrapassou R$ 1,8 bilhão.  

Mais sobre o caso que envolve Aécio Neves
Polícia Federal indicia Aécio Neves e mais onze pessoas – Foto: Veja

Ao final do ano 2016, o ex-diretor superintendente da Odebrecht, Sérgio Neves, através de delação premiada, chegou a denunciar um suposto esquema de desvio de dinheiro referente no período em que ocorreram as obras da Cidade Administrativas.



De acordo com as informações do delator, o então presidente da Campanha de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codeming), Oswaldo Borges, decidiu que 3% do valor de um contrato com a Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS seriam destinados a Aécio Neves para utilização em futuras campanhas políticas. O valor do contrata era de R$360 milhões.

 “Ele determinou que adicionalmente nós deveríamos contemplar duas empresas locais”, afirmou Sérgio Neves, em dezembro de 2016.

Portanto, as duas empresas seriam as construtoras Cowan e Alicerce. O delator afirmou ambas foram subcontratadas, porém, nunca executaram serviços na construção.  

 “Custou R$ 5 milhões no contrato. Fizemos um contrato de prestação de serviço o valor de R$ 5 milhões fictícios, sem a prestação de serviço com a Cowan e R$ 2,650 milhões com a Alicerce, um contrato de consultoria sem a prestação de serviços”, declarou Sérgio Neves.

Por meio de nota, a defesa de Aécio Neves afirmou: “a conclusão da autoridade policial é absurda e contraria as investigações da própria PF que, depois de mais de três anos de investigações, não encontrou nada que comprometesse a atuação do Deputado Aécio Neves. A obra foi acompanhada por auditoria independente e seu edital apresentado ao TCE e ao Ministério Público que não apontaram qualquer irregularidade. Sequer os aditivos de preço autorizados por lei foram praticados à época. A defesa confia que a Justiça comprovará o absurdo da acusação”.


Postado por: Joey Phillipe
Sou redator, curto a área de informática, gosto de games e esportes.

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