Presidente do Itaú diz que criptomoedas são excêntricas e arriscadas

Presidente do Itaú diz que criptomoedas são excêntricas e arriscadas

Candido Bracher, presidente do Itaú, disse que enxerga as criptomoedas como algo excêntrico e arriscado.

“Não é algo que vá ganhar o mercado no curto prazo e fazer diferença no sistema financeiro”, disse Bracher na última terça-feira (12) na 28ª edição do Ciab, evento de tecnologia bancária realizado pela Federação dos Bancos (Febran), em São Paulo.

Ele também ressaltou que enxerga a tecnologia das criptomoedas apenas como uma “experiência interessante”.

Quando questionado pela plateia sobre a competição com a Fintechs (empresas novas que utilizam tecnologia para oferecer serviços financeiros), o presidente do Itaú afirmou:

“Elas fertilizam o mercado, porém precisam seguir as mesmas regras de competição no mercado”.

O Banco Central já criou uma regulamentação distinta para Fintechs de crédito, possibilitando que elas atuem no mercado sem o suporte de um banco pré-determinado.

No mesmo evento, mais cedo, Otávio Damásio, diretor do Banco Central, disse que a simplificação das regras é compatível com o baixo risco que essas empresas trazem ao mercado, porém, ao mesmo tempo, fazem crescer a competição do setor.

Lembrando que Bracher também respondeu a um questionamento sobre os riscos dos gigantes da tecnologia, tais como Facebook, Google e Amazon, se tornarem competidores no mercado financeiro:

“Nosso mercado possui regulamentação extremamente restritiva, não estou enxergando em curto prazo, interesse delas em penetrar nesse mercado”, disse.

Itaú contra as criptomoedas

O Itaú já fechou algumas contas de corretores brasileiros de criptomoedas.

Um dos casos mais conhecidos é o do Mercado Bitcoin, em 2015, que chegou a solicitar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), porém foi derrotado.

O outro foi a CoinBR, em 2016, que depois de entrar com um processo contra o Itaú obteve uma decisão positiva do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ – SP).

Todavia, no início do ano o Itaú foi divulgado com uma das empresas que utilizariam o sistema Xcurrent, da plataforma Ripple, para tornar mais fácil os pagamentos internacionais em tempo real.

Banco velho X Banco novo

Desde o ano de 2016, grandes bancos – como o Itaú – vêm fechando as agências de maneira sistemática.

Quando questionado sobre a possibilidade de fechar ainda mais agências em um contexto onde os clientes migram para a digital, o presidente do Itaú disse que não existe meta, mas a tendência é que haja um número menor de unidades.

Bracher disse, no entanto, que o banco não irá promover uma cisão do “banco velho” com o “banco novo”, em uma referência clara às estruturas tradicionais e as plataformas digitais.

 

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