Rei da Jordânia enviará hospital militar de campo à cidade de Beirute

Após a tragédia com explosão, Líbano receberá um hospital provisório para atender os feridos. Outras medidas estão sendo adotadas para enfrentar as crises.
Anderson Gomes - 05 de Agosto de 2020 às 08:35:08
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Na tarde de ontem, terça-feira (4), ocorreu uma explosão de grandes proporções na zona portuária da cidade de Beirute, no Líbano. A destruição se estendeu a mais de 20 km do local da tragédia. Vários vídeos que circulam na internet mostram o momento da explosão.

A Cruz Vermelha revela que ao menos 100 pessoas foram mortas pela explosão e outras 4 mil ficaram feridas. E é falado que os números tendem a crescer nos próximos dias, com o surgimento de vítimas sob os escombros.


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Autoridades libanesas acusam uma enorme quantidade de nitrato de amônio como a principal causa da grande explosão. As 2.750 toneladas da substância teria sido armazenada no porto por seis anos.

Segundo a ONU, a explosão teria danificado um navio de guerra enviado para uma missão de paz no Líbano, ferido vários soldados e alguns funcionários da embaixada alemã.

Levando apoio e condolências, rei da Jordânia se comove com a situação do Líbano
Fotos tiradas após a explosão no porto de Beirute mostram a dimensão da tragédia no Líbano – foto: Anadolu

Após a notícia percorrer o mundo todo, o monarca jordaniano, rei Abdullah II, se solidarizou e estará enviando um hospital militar de campo para ajudar na recuperação dos feridos.

A Corte Real da Jordânia ordenou que a bandeira do país fosse baixada por três dias na entrada principal da corte, localizada na capital da Jordânia, como sinal de luto pelas vítimas da explosão.

O monarca também enviou mensagens de condolências ao presidente libanês, Michel Aoun, pelas vítimas da explosão em Beirute.

Após crise pandêmica, Beirute terá que superar também uma crise econômica

Na foto, tirada depois da explosão, um homem empurra um carrinho de bebê com o seu filho, que está usando máscara, enquanto carrega bolsas – foto: reprodução

A cidade portuária de Beirute, capital do Líbano, vem enfrentando desde meados de março uma vigente crise econômica, tornada mais grave pela pandemia de coronavírus.

A situação só piorou após a destruição da zona de porto, afetando diretamente vários setores da economia da cidade, descrito por muitos como “à beira de um colapso”.

Visto que, recentemente, a moeda nacional teve uma queda de 80% em seu valor, havendo um aumento repentino dos preços, dos desempregos e da hiperinflação, configurando uma crise avassaladora sobre o Líbano.

Os ministros libaneses já começam a arquitetar planos para superar o impacto da explosão em Beirute

Sobre o atendimento dos feridos, o Ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hassan, anunciou: “Preparamos alguns regulamentos de ajuda e os enviamos a vários países. Os hospitais de campo serão a solução apropriada e rápida, porque nossos armazéns em Karantina foram danificados. Precisamos de tudo para ajudar os doentes e as vítimas, porque há uma escassez aguda de tudo”

No caso de uma eminente crise alimentícia pós-desastre, o ministro da Economia libanês, Raoul Neama, disse que enviará estoques de trigo para ajudar a população afetada pela explosão nesse momento, e alerta: “é necessário um estoque seguro de trigo suficiente por, pelo menos, três meses a qualquer momento”.

Além disso, o diretor-geral do Ministério da Economia, Muhammad Abu Haidar, alertou que não haverá crise de alimentos na cidade de Beirute: “Temos 35.000 toneladas de farinha nas fábricas por um mês, e temos 28.000 toneladas em quatro navios e as transportaremos para o porto de Trípoli”, ressaltou.

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Postado por: Anderson Gomes
Sou redator e professor de Física, curto uma boa música, games e, acima de tudo, estar com minha família.