O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro declarou no Ministério Público que o objetivo da retirada de parte dos salários era uma estratégia aumentar o número de assessores. Ainda segundo Queiroz, o então deputado tinha confiança nele e nunca questionou o seu método para ampliar a base eleitoral.

Segundo Queiroz, os salários eram para ampliar gabinete do filho de Bolsonaro (foto: internet)
Segundo Queiroz, os salários eram para ampliar gabinete do filho de Bolsonaro (foto: internet)

Declaração de Queiroz ao MP

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, declarou na sua petição por escrito ao Ministério Público que recolhia uma parcela dos salários dos demais assessores do gabinete do deputado. Segundo ele, usava o recurso para distribuir aos demais funcionários que não tinham vínculo empregatício formal no gabinete.


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Com essa estratégia, ele iria conseguir aumentar a quantidade de assessores e aproximar Flávio Bolsonaro dos eleitores. Queiroz ainda afirmou, que tinha autonomia para realizar essa prática, por ser de total confiança de Flávio Bolsonaro não precisava apresentar justificativas.

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Dessa forma, o político não tinha conhecimento do seu método de separação dos salários para pagar funcionários informais, que não estavam no quadro funcional do gabinete.

Segundo Queiroz, os salários eram para ampliar gabinete do filho de Bolsonaro (foto: internet)
Segundo Queiroz, os salários eram para ampliar gabinete do filho de Bolsonaro (foto: internet)

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 Os assessores estavam cientes

Por escrito, Queiroz também ressaltou que todos os novos assessores do então Deputado Flávio Bolsonaro sabiam antecipadamente que parte do seu salário seria retirada. De acordo com o ex-assessor, essa quantia era destinada aos demais funcionários que ainda não estavam na folha salarial da Assembleia do RJ.

De acordo com a petição, a redistribuição dos salários era compreendida como a melhor forma de multiplicar os assessores da base eleitoral de Flávio Bolsonaro. Por isso, ele atribuiu a Queiroz a atribuição de gerenciar o financiamento de novos assistentes.

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Caso Queiroz

Queiroz está sendo investigado desde que o COAF identificou movimentações bancárias atípicas no total de R$1,2 milhão em 2016 e 2017. Além do alto valor, outro fator que despertou a atenção dos investigadores foram as transações realizadas nesse período.

Eram depósitos em espécie de quantias elevadas, seguidas de saques subsequentes em caixas eletrônicos. Essa movimentação ocorria sempre após as datas em que eram realizados os pagamentos dos servidores oficiais da ALERJ.

Essa situação levantou a suspeita do Ministério Público sobre o método usado por Queiroz, de desviar salários dos funcionários do gabinete

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