05 de Dezembro de 2018, atualizado ás 10:12

STF autoriza investigação contra Onyx, cotado como futuro ministro de Bolsonaro



Por: Redação A Folha Hoje | Notícias

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A investigação aberta contra o futuro ministro de Bolsonaro no Supremo tem como base acusação de Onyx Lorenzoni (DEM-RS) ter recebido mais de R$200 mil em caixa dois da JBS.

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Abertura de investigação

STF autoriza investigação contra Onyx, cotado como futuro ministro de Bolsonaro

A autorização para investigação de um dos principais articuladores do Governo de Bolsonaro foi realizada pelo ministro Edson Fachin na tarde desta terça-feira (04/12).

Por meio dela, foi dada carta branca para investigação do deputado federal  Onyx Lorenzoni (DEM/RS), que ocupará o cargo de ministro da Casa Civil  no governo Bolsonaro.

Ele teria declarado em uma entrevista em 2017 para a Rádio Gaúcha, que recebeu mais de R$100 mil de maneira ilegal através da JBS para a sua campanha eleitoral de 2014.

Naquele momento, o até então deputado eleito pediu desculpas aos seus eleitores e afirmou que iria assumir as consequências das suas ações perante a Justiça Eleitoral  e o Ministério Público.

O Caixa Dois da JBS

STF autoriza investigação contra Onyx, cotado como futuro ministro de Bolsonaro

De acordo com informações levantadas pela imprensa, em 2012 o deputado teria recebido mais R$100 mil de Caixa Dois da JBS. Naquele momento, Onyx comandava o diretório do seu partido político.

Quando questionado sobre essa outra denúncia, o deputado afirmou que essa não foi a única vez que o acusaram de corrupção, mas não chegou a negar o crime e disse que não teme justiça.

Depois do anúncio da autorização do STF, Lorenzoni não chegou a fazer nenhum tipo de pronunciamento.

O início do processo

O início do processo de investigação sobre o futuro ministro de Bolsonaro foi baseada na delação premiada. Nela, os ex-executivos da JBS entregaram uma planilha aos responsáveis pela investigação com os repasses financeiros que não foram contabilizados.

Nela, constam os nomes de mais de dez deputados e senadores que foram beneficiados pela empresa. Dentre eles, está o nome do deputado Onyx Lorenzoni.

Segundo Raquel Dodge, procuradora-geral, os pagamentos feitos pela empresa tinham como principal objetivo conseguir obter benefícios específicos para a empresa, tais como um ofício ou pleito sem negociação, por exemplo.

Agora, a investigação será continuada, no entanto caso forem encontrados indícios de Caixa Dois o deputado ainda conta com a prerrogativa do foro privilegiado.

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Redação A Folha Hoje

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