A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está enviando técnicos à China para examinar as fábricas que devem fornecer insumos para a produção da vacina contra COVID-19 no Brasil. O grupo técnico fará uma estadia de 14 dias em quarentena em um hotel, uma condição exigida pela China para evitar que pessoas vindas de fora disseminem a doença no país.

De acordo com a Anvisa, o prazo para o término das inspeções devem acontecer entre o final de dezembro e o início de janeiro. As visitas são necessárias para averiguar as condições sanitárias e dar o certificado de boas práticas, para a aprovação das vacinas contra o coronavírus no Brasil.


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Depois do fim da inspeção, vai levar cerca de 25 dias úteis para ter conclusão final? Não. Esses são os prazos máximos da agência. Executaremos no menor prazo possível“, explicou Ronaldo Ponciano, gerente de fiscalização da Anvisa.

Aval de boas práticas é necessário para regulamentar as vacinas contra COVID-19 no Brasil

Anvisa enviará técnico para fábricas de vacina na China - foto: reprodução
Anvisa enviará técnico para fábricas de vacina na China – foto: reprodução
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A primeira visita deve ocorrer entre 30 de novembro e 4 de dezembro, a equipe inspecionará a fábrica da Sinovac, principal parceria do Instituto Butatan para a fabricação da Coronavac. Neste sentido, será observado se o local cumpre as normas brasileiras para a importação de insumos da vacina.

Posteriormente, entre 7 e 11 de dezembro, será a vez de visitar a sede da Wuxi Biologics, que fornece material à AstraZeneca, desenvolvedora da vacina de Oxford. O aval de boas práticas é necessário para a regulamentação do imunizante no Brasil.

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Além disso, Ponciano explica que esta não é uma situação atípica por conta da necessidade da vacina, é algo comum e seguido pelas principais agências sanitárias. Visto que, nos últimos dois anos, a Anvisa fez cerca de 43 visitas internacional com o mesmo objetivo.

De acordo com o procedimento de submissão contínua, os dados técnicos deverão ser encaminhados à Anvisa conforme forem gerados. Assim sendo, as empresas interessadas no registro de vacina não precisarão ter em mãos todos os documentos reunidos para apresentá-los à agência“, disse a Anvisa em nota.

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