Nesta quarta-feira, 06 de maio, Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal – STF, realizou um discurso de abertura de sessão, no qual repudiou as agressões aos profissionais de imprensa que ocorreram no domingo (03/05), em um protesto pró-governo.

Além disso, Dias Toffoli considerou as agressões como “lamentáveis e intoleráveis”. De acordo com discurso do mesmo, “não há solução para as crises fora da legalidade constitucional e da democracia”. Segundo informações do G1.


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Na ocasião em que ocorreram as agressões, estava sendo realizada uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. No evento, eram defendidas pautas antidemocráticas e inconstitucionais, a exemplo do fechamento do Congresso e do STF, entre outras. O ministro lembrou ainda que domingo comemorava-se o dia da Liberdade de Imprensa.

“Trata-se, portanto, de data de elevada importância em um Estado Democrático de Direito, o que torna as agressões ainda mais lamentáveis e intoleráveis”, declarou o ministro, que defende a ideia de apuração da conduta dos manifestantes que agrediram jornalistas.

Mais sobre o discurso de Dias Toffoli

Toffoli repudia agressões a profissionais de imprensa
Toffoli repudia agressões a profissionais de imprensa – Foto: Congresso em Foco

“Em nome da Corte, gostaria de deixar registrado na ata desta 10ª Sessão Ordinária do Plenário o nosso repúdio a todo e qualquer tipo de agressão aos profissionais da imprensa, devendo a conduta dos agressores ser devidamente apurada pelas autoridades competentes”, completou o presidente do STF.

Além disso, o ministro Dias  Toffoli afirmou que o Brasil tem vivido um momento difícil, tendo em vista a pandemia do coronavírus. Segundo ele a Corte tem atuado para “garantir segurança jurídica ao país”, priorizando a garantia da saúde e do emprego da população.  Para o ministro, deve-se buscar as soluções dentro da democracia e da legalidade constitucional.

“Por isso, reitero o que afirmei, recentemente, neste plenário: não há solução para as crises fora da legalidade constitucional e da democracia, ambas salvaguardadas pelo Supremo Tribunal Federal”, ressaltou Toffoli.

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